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Irã exige fim de bloqueio naval para negociar e ameaça “golpes devastadores”

A tensão no Oriente Médio atingiu um novo patamar de gravidade nesta quarta-feira (22). O embaixador do Irã nos Estados Unidos declarou que Teerã só retornará à mesa de negociações se o bloqueio naval no Golfo Pérsico for suspenso imediatamente. A afirmação é uma resposta direta à postura do presidente Donald Trump, que condiciona qualquer acordo à manutenção da pressão máxima. Paralelamente, a Guarda Revolucionária iraniana emitiu um aviso contundente, prometendo infligir “golpes devastadores” caso as hostilidades militares sejam retomadas após o fim do cessar-fogo.
Enquanto o impasse diplomático trava a segunda rodada de negociações no Paquistão, o conflito físico na água se intensificou. A Organização de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) confirmou que pelo menos três navios porta-contêineres foram atingidos por disparos em Ormuz hoje. Em um dos episódios mais graves, uma embarcação com bandeira da Libéria teve a ponte de comando danificada por granadas lançadas por foguetes após ser abordada por lanchas da Guarda Revolucionária a nordeste de Omã. Não houve registro de feridos ou danos ambientais.
O presidente Donald Trump utilizou suas redes sociais para comentar a crise, afirmando que o Irã está em “colapso financeiro” e “desesperado por dinheiro”. Segundo Trump, o bloqueio do Estreito de Ormuz está gerando um prejuízo diário de US$ 500 milhões para a economia iraniana. A estratégia de asfixia econômica parece ser a aposta central de Washington para forçar uma rendição diplomática, embora a retaliação armada de Teerã contra o tráfego marítimo internacional indique uma disposição para o confronto direto, independentemente dos custos financeiros.
Diante do risco iminente de desabastecimento, a União Europeia anunciou que apresentará ainda hoje um pacote de medidas de emergência para lidar com a eventual crise energética. A paralisia na principal artéria petroleira do mundo já reflete na volatilidade dos preços dos combustíveis e na preocupação de potências globais com o efeito cascata na inflação. Com o prazo do cessar-fogo se esgotando e os ataques a navios mercantes aumentando, a comunidade internacional aguarda com apreensão o desfecho das próximas horas em Islamabad e nas águas do Golfo.
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Fonte: News Rondônia

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