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Militares de 30 países planejam missão para reabrir Estreito de Ormuz

Representantes militares de mais de 30 nações iniciaram, nesta quarta-feira (22), uma reunião de cúpula em Londres para estruturar uma missão multinacional de proteção ao Estreito de Ormuz. O encontro, sediado no Quartel-General Conjunto Permanente em Northwood, visa transformar o consenso político obtido em Paris na última semana em uma operação militar estratégica. O objetivo central da coalizão franco-britânica é garantir a segurança do tráfego marítimo e a estabilidade da economia global, severamente afetadas pelo bloqueio iraniano em retaliação à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel.
A missão é classificada como “estritamente defensiva” e surge em um momento de incerteza diplomática extrema. O cessar-fogo temporário, iniciado em 28 de fevereiro, tem previsão de encerramento para o dia de hoje. Embora o presidente Donald Trump tenha anunciado o prolongamento da trégua a pedido do Paquistão, a ausência de um acordo formal sobre a livre passagem pelo estreito mantém as forças globais em estado de alerta. Washington e Teerã seguem sem consenso, enquanto o governo iraniano condiciona a abertura da via ao fim do cerco naval aos seus próprios portos.
De acordo com o ministro da Defesa britânico, John Healey, o planejamento foca na definição da estrutura de comando, controle e no levantamento das capacidades militares que cada país parceiro poderá deslocar para a região. Healey reforçou que a estabilidade energética do planeta depende de uma “ação coletiva eficaz” para desobstruir a hidrovia. A reunião de dois dias servirá para detalhar como essas forças atuarão para escoltar navios mercantes e prevenir novos ataques, preparando o terreno para uma intervenção imediata assim que as condições políticas permitirem.
A participação de cerca de 50 governos e organizações internacionais na proposta sinaliza a gravidade da crise. Enquanto as negociações em Islamabad não avançam, a formação desta frota multinacional funciona como uma ferramenta de pressão e, simultaneamente, como uma salvaguarda contra o colapso total do comércio marítimo. A lista final dos países que enviarão tropas e navios para a operação em Northwood ainda é mantida sob sigilo, mas a movimentação militar em solo britânico indica que a paciência da comunidade internacional com a paralisia do estreito está se esgotando.
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Fonte: News Rondônia

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