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Israel reforça restrições no sul do Líbano e mantém zona de exclusão em meio a cessar-fogo

As Forças de Defesa de Israel (FDI) emitiram novos alertas nesta segunda-feira (20), instruindo moradores do sul do Líbano a não retornarem para dezenas de vilarejos e a evitarem a região do Rio Litani. A medida ocorre apesar do cessar-fogo de dez dias, mediado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor na última quinta-feira. Israel tem utilizado mapas digitais para delimitar uma “linha vermelha” que avança entre 5 e 10 km para dentro do território libanês, estabelecendo uma zona de amortecimento para impedir o reposicionamento do Hezbollah próximo à fronteira norte.
A ocupação israelense de pontos estratégicos visa garantir a segurança das comunidades no norte de Israel, mas tem gerado resistência armada. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, declarou que mantém o “direito de resistir” e reivindicou a destruição de quatro tanques israelenses por meio de explosivos plantados previamente no terreno. No domingo, os militares israelenses confirmaram a morte de um soldado e ferimentos em outros nove durante combates no sul, evidenciando a fragilidade da trégua que tenta interromper um conflito iniciado em março.
A situação humanitária permanece crítica, com autoridades libanesas e o próprio Hezbollah desencorajando o retorno de civis aos subúrbios do sul de Beirute e às vilas fronteiriças devido ao risco iminente de novos ataques e à presença de minas terrestres. Desde o início da escalada regional em 2 de março, a ofensiva resultou na morte de mais de 2.300 pessoas no Líbano, incluindo 177 crianças, e forçou o deslocamento de 1,2 milhão de cidadãos. Do lado israelense, o governo registra a morte de 15 soldados em solo libanês e dois civis atingidos por disparos de foguetes.
O cessar-fogo atual é visto como um teste para a estabilidade do Oriente Médio, especialmente no contexto das tensões diretas entre Estados Unidos e Irã. Enquanto Israel mantém suas posições de defesa “em face de atividades terroristas em andamento”, o governo do Líbano busca formas de garantir a segurança para que a população possa, eventualmente, reconstruir suas casas. A manutenção da zona de exclusão até o Rio Litani sinaliza que o controle militar israelense na região pode se estender para além do período inicial de dez dias da trégua.
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Fonte: News Rondônia

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