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Israel e Líbano retomam negociações diretas em Washington nesta quinta-feira

Representantes de Israel e do Líbano voltarão a sentar à mesa de negociações em Washington nesta quinta-feira (23), marcando o diálogo de mais alto nível entre os dois países em décadas. A informação, confirmada por fontes diplomáticas e pelo Departamento de Estado dos EUA, indica que Israel será representado pelo embaixador Yechiel Leiter. Este será o primeiro encontro presencial desde que o cessar-fogo de dez dias, costurado pelo presidente Donald Trump, entrou em vigor na última quinta-feira (16), interrompendo temporariamente a escalada militar no sul libanês.
As conversas buscam transformar a trégua temporária em um acordo de paz duradouro e garantir a segurança na fronteira comum. O governo libanês, liderado pelo presidente Joseph Aoun, optou por conduzir estas tratativas diretamente, afastando o envolvimento do Irã no processo, uma decisão que gerou resistência interna por parte do Hezbollah. A mediação norte-americana é vista como o último esforço diplomático antes do vencimento do prazo do cessar-fogo, enquanto o exército israelense mantém a zona de exclusão de até 10 km dentro do território vizinho.
Paralelamente, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, aterrissa em Islamabad, no Paquistão, nas próximas horas para uma missão crítica. Acompanhado por assessores como Jared Kushner e Steve Witkoff, Vance busca abrir canais de negociação com líderes iranianos para conter a guerra regional iniciada em março. Em entrevista ao New York Post, Donald Trump afirmou estar disposto a se reunir pessoalmente com a cúpula de Teerã caso a delegação em solo paquistanês registre avanços reais, embora tenha reiterado que a exigência de desnuclearização do Irã é inegociável.
O cenário em Washington e Islamabad está interligado, já que a pacificação do Líbano é considerada fundamental para o sucesso das negociações com o Irã. Enquanto diplomatas em Washington discutem os detalhes do desarmamento do Hezbollah e a soberania territorial, a missão no Paquistão tenta evitar que o conflito se expanda para uma guerra total no Oriente Médio. O sucesso destas reuniões nos próximos dias determinará se o cessar-fogo será estendido ou se a região voltará a enfrentar uma nova onda de hostilidades em larga escala.
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Fonte: News Rondônia

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