A República Islâmica do Irã confirmou, nesta sexta-feira (17), a abertura total do Estreito de Ormuz para a passagem de navios comerciais. A decisão é um reflexo direto do acordo de cessar-fogo estabelecido no Líbano entre Israel e o grupo Hezbollah. Segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, a via marítima permanecerá aberta até o encerramento do prazo da trégua entre Irã e Estados Unidos, previsto para a próxima terça-feira (21). A medida busca aliviar as turbulências na economia global causadas por bloqueios recentes na região.
O Estreito de Ormuz é considerado a artéria mais importante para o fornecimento global de energia, sendo responsável pelo trânsito de aproximadamente um quinto do petróleo consumido no planeta. A reabertura ocorre após intensas negociações diplomáticas entre Teerã e Washington, que previam o fim das hostilidades em diversas frentes de batalha no Oriente Médio. O Irã condicionava a retomada do fluxo comercial ao fim dos ataques massivos, mantendo a rota coordenada sob supervisão da Organização de Portos e Marítima da República Islâmica.
Enquanto a diplomacia avança no mar, o Líbano tenta se reconstruir após 45 dias de conflito intenso. O cessar-fogo, que entrou em vigor na noite de quinta-feira, permitiu que parte dos mais de 1 milhão de deslocados iniciasse o retorno para suas casas. No entanto, o cenário ainda é de instabilidade, uma vez que o bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos contra portos iranianos no último fim de semana gerou incertezas sobre a eficácia da trégua. Mesmo com as sanções americanas, petroleiros iranianos continuam a escoar milhões de barris de óleo bruto pelo golfo.
Analistas internacionais observam o prazo de terça-feira (21) como um ponto decisivo para a estabilidade do preço do barril de petróleo no mercado financeiro. O sucesso da manutenção do Estreito de Ormuz aberto dependerá do cumprimento integral dos termos de paz no Paquistão e da redução das tensões militares diretas. Caso as negociações fracassem novamente após o feriado, o risco de uma nova escalada de preços e interrupções logísticas volta a ameaçar a cadeia de suprimentos global, impactando inclusive o valor dos combustíveis em diversos países.
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Fonte: News Rondônia