Um comunicado encaminhado pela Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (Prae) informa que a Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade (Semtran) promoverá ajustes na linha de ônibus Campus Unir a partir da próxima quarta-feira (22). A medida, segundo o órgão, tem como objetivo melhorar o atendimento aos usuários que utilizam o transporte para acesso à universidade.
A alteração atende a reivindicações da comunidade acadêmica e inclui, além de mudanças no itinerário, a readequação dos horários no período noturno. Entre as ações previstas, está o reforço da frota nos horários de saída das aulas à noite, com a inclusão de um veículo adicional na linha. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera e proporcionar mais eficiência no deslocamento dos estudantes.
Com as mudanças, os horários de saída passam a ser: 21h45, 22h00, 22h15, 22h35 (novo horário) e 23h00.
Entre ajustes pontuais e falta de diálogo, estudantes seguem expostos a longos trajetos e riscos diários para chegar ao campus.
Apesar dos ajustes anunciados, a criação de uma linha que atenda o campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir) via BR-364, pela região da Jatuarana, segue como uma das principais reivindicações dos estudantes. Embora a Prefeitura, em conjunto com a Semtran, já analise a possibilidade de um novo itinerário, a universidade ainda não abriu diálogo sobre a proposta considerada essencial pelos discentes.
A linha é vista como determinante para milhares de estudantes que residem na zona sul da capital. Atualmente, muitos enfrentam dificuldades no deslocamento diário, tanto na ida quanto na volta, percorrendo trechos considerados insalubres e ermos, o que aumenta a sensação de insegurança.
A demanda por uma nova rota não é recente. Há pelo menos dois anos, reportagens já apontavam a necessidade de um itinerário que contemple o trajeto pela BR-364, com acesso pela Avenida do Campus e conexão com a Avenida Jatuarana.
Segundo estudantes ouvidos pela reportagem, existe um descompasso entre a instituição de ensino e as reivindicações apresentadas junto à Semtran. A falta de diálogo, na avaliação dos acadêmicos, tem gerado transtornos significativos, já que muitos precisam percorrer mais de 25 quilômetros até o campus.
Uma estudante do curso de Letras-Português, que preferiu não se identificar, destaca a necessidade de melhorias também na estrutura dos pontos de embarque. “É preciso um olhar mais atento da universidade em relação aos locais onde os ônibus param. Um exemplo é o ponto na esquina da Rua Poti, na Vila Tupi, que poderia ser melhor estruturado para atender os alunos”, afirma.
Ela também critica a falta de articulação institucional. “Ao que parece, a Unir em Porto Velho só considera as reivindicações dos estudantes quando hápressão, seja por parte dos próprios alunos ou pela exposição na imprensa”, diz.
Longas distâncias e perigo diário: estudantes da Unir enfrentam risco na rodovia e cobram passarela.
A estudante chama atenção ainda para os riscos enfrentados diariamente. Segundo ela, muitos acadêmicos atravessam a rodovia para acessar o campus, nas proximidades do cemitério Recanto da Paz. “É uma situação perigosa, já que se trata de uma via com tráfego intenso e em alta velocidade”, alerta.
Para ela, a construção de uma passarela no local seria uma medida essencial de segurança. “A reitoria poderia buscar apoio junto ao Ministério dos Transportes ou a parlamentares federais para viabilizar essa obra. Não é algo inviável, mas exige iniciativa”, defende.
Por fim, a acadêmica reforça o papel dos estudantes dentro da instituição. “A universidade não é feita apenas de servidores. Ela existe, sobretudo, por causa dos alunos. O alunado precisa ser tratado como prioridade”, conclui.
Diante do cenário, os estudantes intensificaram os pedidos, inclusive direcionados ao prefeito Léo Moraes (Podemos), para que interceda junto à Semtran na viabilização de uma linha que atenda o campus pela zona urbana, com retorno pela Avenida Jatuarana.
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Fonte: News Rondônia