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Lugar, ser e tempo – por Marquelino Santana

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Na territorialidade da existência humana, o ente se esfacela no sentido de conquistar a sua árdua liberdade e pertencimento, Procurando o aconchego do lugar.

Uma tarefa difícil quando ao seu redor, triunfa o pesadelo angustiante do latifúndio, e da ganância exacerbada de um capital doentio que cotidianamente desterra o rebento de seu pequeno pedaço de terra, e o condena à revelia da lei em nome da cova rasa dos cães.

A fenomenologia das imagens na sua singular e plural exuberância, também padece sob às ordens do crime organizado, que no seu esdrúxulo embrutamento, causa uma ruptura assassina entre o homem e a terra.

A mata virgem, outrora encantadora, é envenenada e morta. O último destino da florestania é ser proprietária do império ignominioso das cinzas. O vento manso trata de levar as cinzas até o universo da impunidade.

O lar é posto em derrocada, o lugar é anexado ao latifúndio, e o latifúndio em suas espúrias negociatas, condena toda uma tradicional coletividade a conviver no terreiro morte.

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Fonte: News Rondônia