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Abeso lança diretriz que contraindica uso isolado de remédios para obesidade

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) publicou, nesta quarta-feira, 1º de abril, uma nova diretriz com 32 recomendações fundamentais para o tratamento da obesidade no país. O documento destaca que o uso de medicamentos jamais deve ser feito de forma isolada, mas sim como um complemento a uma estratégia que inclua aconselhamento nutricional e a prática regular de atividade física. O objetivo é transformar avanços científicos em orientações práticas que garantam a segurança do paciente e a eficácia a longo prazo.
Os critérios estabelecidos pela nova diretriz para a indicação de fármacos baseiam-se primordialmente no Índice de Massa Corporal (IMC). O tratamento é recomendado para indivíduos com IMC igual ou superior a 30 kg/m², ou a partir de 27 kg/m² quando o paciente apresenta complicações relacionadas à adiposidade, como hipertensão ou diabetes. Em casos específicos, o médico pode considerar a medicação mesmo com IMC inferior, caso haja aumento excessivo da circunferência abdominal associado a riscos metabólicos.
Elaborado por um grupo multidisciplinar de endocrinologistas, clínicos e nutricionistas, o texto aborda cenários clínicos reais, como apneia do sono, gordura no fígado, pré-diabetes e perda de massa muscular. Segundo Fernando Gerchman, um dos coordenadores do estudo, a diretriz aproxima a ciência das dúvidas do consultório, oferecendo níveis de evidência para cada conduta. O documento também serve como um guia para decisões individualizadas, permitindo que o médico avalie o risco cardiovascular e outras comorbidades antes de prescrever qualquer substância.
As novas diretrizes trazem ainda um alerta rigoroso contra o uso de “fórmulas mágicas” e substâncias sem comprovação científica. A Abeso desaconselha o uso de diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes ou implantes hormonais (conhecidos como “chips da beleza”) para fins de emagrecimento. A associação reforça que apenas medicamentos com segurança demonstrada em ensaios clínicos robustos devem ser utilizados, combatendo o uso indiscriminado de produtos manipulados que podem colocar em risco a saúde da população.
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Fonte: News Rondônia

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