O Governo Federal lançou, nesta quarta-feira, 1º de abril, o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), uma estratégia robusta para transformar a biodiversidade brasileira em um dos pilares do crescimento econômico do país na próxima década. O plano, elaborado ao longo de dois anos com a participação de 16 ministérios, estabelece 185 ações estratégicas. O objetivo é criar um novo ciclo de prosperidade que integre desde comunidades extrativistas e agricultores familiares até a alta tecnologia das indústrias farmacêutica e de cosméticos.
A estrutura do PNDBio está dividida em três eixos principais: Sociobioeconomia e ativos ambientais; Bioindustrialização competitiva; e Produção sustentável de biomassa. Entre as metas mais ambiciosas para 2035, destacam-se a incorporação de novos medicamentos fitoterápicos ao Sistema Único de Saúde (SUS) e o aumento de 5% da participação desses produtos no faturamento total da indústria farmacêutica nacional. O vice-presidente Geraldo Alckmin reforçou que o projeto visa consolidar uma indústria “inovadora, competitiva e verde”.
No campo da conservação e uso da terra, o plano prevê a recuperação de 2,3 milhões de hectares de vegetação nativa integrados a cadeias produtivas e a ampliação do manejo florestal para mais de 5 milhões de hectares. No setor de serviços, a estratégia foca no ecoturismo com a concessão de 60 Unidades de Conservação. Além disso, o governo pretende ampliar o pagamento por serviços ambientais para 300 mil beneficiários, valorizando o trabalho de povos indígenas e comunidades tradicionais na preservação dos biomas.
A ministra Marina Silva destacou que a bioeconomia proposta é inclusiva, permitindo que diferentes setores da sociedade participem do desenvolvimento sustentável. O terceiro eixo do plano foca na economia circular e no aproveitamento da biomassa para a produção de biocombustíveis, como o etanol, e insumos bioquímicos renováveis. Com essa política, o Brasil busca não apenas conservar seu patrimônio genético, mas utilizá-lo de forma inteligente para gerar emprego, renda e reduzir as emissões de gases de efeito estufa até 2035.
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Fonte: News Rondônia