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Guerra no Irã agrava crise ambiental e climática global, alerta relatório

O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que completou um mês no último fim de semana, está provocando danos ambientais severos e imediatos. Um relatório do Observatório de Conflitos e Meio Ambiente (Ceobs) identificou mais de 300 incidentes com impacto ecológico apenas nas três primeiras semanas de combate. O levantamento abrange 12 países da região e alerta para a contaminação de aquíferos, solo e ar por metais pesados e substâncias tóxicas como o amianto, liberadas pela destruição de edifícios.
Um dos pontos mais críticos do relatório envolve os riscos nucleares, após ataques próximos a instalações de enriquecimento de urânio em Natanz e ao reator de Bushehr, no Irã. Em retaliação, alvos no deserto de Negev, em Israel, também foram atingidos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestaram temor por uma emergência radiológica. Além disso, o bombardeio sistemático a refinarias e depósitos de petróleo tem causado incêndios de grandes proporções e vazamentos de metano.
O impacto climático da guerra é igualmente alarmante. Dados do Climate and Community Institute estimam que, em apenas 14 dias, o conflito emitiu 5 milhões de toneladas de dióxido de carbono. Especialistas apontam que, se o ritmo atual for mantido, as emissões mensais podem ultrapassar 10 milhões de toneladas, agravando o aquecimento global. O setor militar mundial, se fosse um país, já seria o quinto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, atrás apenas de potências como China, EUA, Índia e Rússia.
Diante do cenário, o Irã e o Líbano formalizaram denúncias de ecocídio junto às Nações Unidas, acusando Israel de destruição deliberada de ecossistemas. A diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, reforçou a urgência de um cessar-fogo para proteger a saúde humana e ambiental, destacando que a escassez de água no Oriente Médio está sendo severamente agravada pelas hostilidades. O conflito também gera reflexos econômicos globais, elevando os preços de fertilizantes e forçando países a retomarem o uso de carvão para suprir a falta de gás.
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Fonte: News Rondônia

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