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CPMI do INSS encerra trabalhos sem aprovação de relatório final

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS encerrou suas atividades na madrugada deste sábado (28) sem um desfecho oficial. Após sete meses de investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias, o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) foi rejeitado pela maioria dos membros. O clima de tensão marcou a sessão, que durou mais de 15 horas, terminando após o senador Carlos Viana (Podemos-MG) decidir pelo encerramento dos trabalhos sem analisar o relatório alternativo da base governista.
O texto rejeitado possuía mais de 4 mil páginas e pedia o indiciamento de 216 pessoas, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A acusação sustentava que o filho do presidente teria recebido repasses irregulares de figuras ligadas a fraudes no INSS. Com a rejeição, o presidente da comissão afirmou que as provas colhidas serão encaminhadas ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que as investigações criminais prossigam de forma independente.
Impasse político e relatórios paralelos
A base governista tentou, sem sucesso, votar um parecer alternativo que focava no ex-presidente Jair Bolsonaro e no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento acusava o ex-mandatário de chefiar uma organização criminosa voltada a fraudes em descontos associativos de pensionistas. Diante da negativa de votação na comissão, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) anunciou que o documento paralelo será entregue diretamente à Polícia Federal para subsidiar novos inquéritos.
A CPMI, iniciada em agosto de 2025, também mergulhou em polêmicas recentes envolvendo o vazamento de conversas privadas de empresários do setor financeiro. O fim do colegiado ocorre após o STF negar o pedido de prorrogação do prazo, obrigando o encerramento das atividades neste fim de semana. Agora, o foco se desloca para o Judiciário, que deverá analisar se os dados compartilhados pela comissão possuem validade jurídica para sustentar futuras condenações por estelionato e corrupção.
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Fonte: News Rondônia

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