Se Liga Rondônia
Se Liga Rondônia

COLUNA DO SIMPI – UFA! Difícil, mas avançamos na reforma tributária e Simples Nacional

UFA! Difícil, mas avançamos na reforma tributária e Simples Nacional
O processo de implementação da reforma tributária segue em discussão no Congresso Nacional. Embora parte da regulamentação já tenha sido aprovada, ainda existem propostas legislativas que tratam de ajustes no calendário de implementação e de mudanças relacionadas ao regime tributário das micro e pequenas empresas. Entre os temas em debate estão a antecipação da vigência do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional. Segundo Marcos Tavares, advogado, uma proposta de emenda à Constituição apresentada pelo deputado Raul Henry trata da possibilidade de antecipar a entrada em vigor plena do IBS, tributo que substituirá o ICMS e o ISS. Pelo modelo atualmente previsto na regulamentação da reforma, a implementação do novo imposto ocorre de forma gradual. De acordo com o cronograma vigente, a partir de 2026 seria aplicada uma alíquota inicial de 0,1% do IBS. Essa etapa tem caráter de calibragem do novo sistema, com o objetivo de avaliar o funcionamento do imposto. A partir de 2028, teria início a fase de transição efetiva, quando as alíquotas do ICMS e do ISS passariam a ser reduzidas progressivamente, enquanto a alíquota do IBS seria ampliada. Nesse período, os três tributos coexistiriam. O modelo de transição atualmente estabelecido prevê que esse processo se estenda até 2033. Ao final desse período, o IBS passaria a vigorar de forma plena, substituindo completamente o ICMS e o ISS. A proposta apresentada no Congresso propõe antecipar essa etapa final, estabelecendo a vigência integral do novo imposto já a partir de 2027. Paralelamente às discussões sobre a reforma tributária, outro tema em pauta no Congresso envolve mudanças no regime do Simples Nacional. O Projeto de Lei Complementar 108, de 2021, entrou em regime de urgência na Câmara dos Deputados após anos em tramitação. O projeto propõe a atualização dos limites de faturamento para microempresas, empresas de pequeno porte e para o Microempreendedor Individual. Entre as mudanças previstas, está também a possibilidade de que o MEI passe a contratar até dois empregados. A entrada do projeto em regime de urgência altera o ritmo de tramitação da proposta, permitindo que sua análise e votação ocorram com prioridade na pauta legislativa. A medida foi resultado de mobilização de entidades empresariais que acompanharam o andamento do projeto e buscaram acelerar sua apreciação no Congresso Nacional. Entre as entidades envolvidas nesse processo está o SIMPI, que participou de articulações institucionais junto a lideranças da Câmara dos Deputados e parlamentares. As ações incluíram o envio de documentos e a realização de reuniões com representantes do Legislativo para apresentar argumentos sobre a relevância da atualização dos limites do Simples Nacional. A aprovação do regime de urgência representa uma etapa do processo legislativo. A tramitação do projeto segue com a expectativa de votação e posterior análise para sanção. As discussões ocorrem em um contexto em que micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais ocupam posição significativa na geração deg emprego e renda no país.
Assista: https://youtu.be/qhLUrW2fdrw
Páscoa impulsiona vendas e abre oportunidades para microindústrias de doces em Rondônia
A Páscoa, marcada este ano para o dia 5 de abril, já movimenta o setor de chocolates e doces artesanais em Rondônia. Para confeiteiros, chocolatiers, pequenas indústrias e empreendedores domésticos, a data representa uma das melhores oportunidades do ano para impulsionar as vendas e ampliar o faturamento. Com o aumento da procura por ovos de Páscoa, trufas, bombons personalizados e outros produtos temáticos, o planejamento se torna essencial para aproveitar o período de maior demanda. A organização deve começar pela compra dos ingredientes, passar pela definição dos preços e incluir também a previsão da capacidade de produção, a fim de evitar atrasos nas entregas e perda de encomendas. Outro ponto de atenção é o estoque de matéria-prima. Ficar sem insumos em plena alta nas vendas pode comprometer os resultados justamente em uma das épocas mais estratégicas para o setor. Além da produção, a divulgação também exerce papel importante no desempenho das vendas. As redes sociais se consolidam como ferramentas fundamentais para atrair clientes, ampliar o alcance dos produtos e aumentar o número de encomendas, especialmente quando aliadas a boas fotos, atendimento rápido e estratégias de divulgação bem definidas. A inovação também aparece como diferencial competitivo. Produtos criativos e com identidade regional tendem a chamar mais atenção do consumidor e agregar valor à produção artesanal. Um exemplo disso foi registrado no ano passado, quando pequenos produtores que apostaram em ovos feitos com amêndoas de cacau de Rondônia obtiveram resultados positivos nas vendas. O destaque não é por acaso. Rondônia está entre os principais produtores de amêndoa de cacau do Brasil e vem ganhando reconhecimento pela qualidade do produto, inclusive com premiações. Esse fator fortalece a produção local e valoriza o chocolate artesanal, cada vez mais procurado por consumidores que buscam experiências diferenciadas. Diante desse cenário, a orientação para os empreendedores é investir em organização, criatividade e planejamento. A Páscoa pode representar uma importante oportunidade de crescimento para as microindústrias do estado e um momento estratégico para fortalecer os negócios locais.
Assista: https://youtu.be/mBRxzYcFr_4
União Europeia e Mercosul: 91% dos produtos com redução de tarifas
O Congresso Nacional promulgou o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que estava sendo negociado há mais de 20 anos. O tratado cria uma zona de livre comércio, permitindo importações e exportações com tarifas reduzidas ou zeradas. O acordo prevê a redução de tarifas para 91% dos produtos do Mercosul e 95% dos da União Europeia, com implementação escalonada, ou seja, algumas medidas entram em vigor imediatamente e outras, ao longo dos anos. A expectativa é que o acordo entre em vigor em até 60 dias de forma provisória, aproveitando uma brecha na legislação europeia que permite aplicar os efeitos comerciais antes da aprovação completa pelos países-membros. Em 2025, o comércio entre Brasil e União Europeia alcançou cerca de US$ 100 bilhões, cerca de 16% do comércio exterior brasileiro. O novo acordo deve ampliar mercados e aumentar a competitividade das empresas nacionais. Para preparar o setor produtivo, o governo assinou hoje um protocolo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento. A iniciativa vai apoiar micro, pequenas e médias empresas a aproveitar as oportunidades do acordo, orientando sobre regras comerciais europeias, acesso a mercados e financiamentos. Além disso, o Ministério do Desenvolvimento lançou a Janela Única de Investimentos, um portal que concentra informações e serviços para investidores e empresas. A ferramenta promete reduzir em média 35% o tempo necessário para licenças e documentos, aumentar a segurança e a transparência.
Assista: https://youtu.be/KrR9sXdRvzM
Banco Central segue na contramão das grandes economias
Uma série de reuniões recentes de bancos centrais definiu as taxas de juros que passam a vigorar a partir de março em diferentes economias. As decisões envolveram o Banco do Japão, o Federal Reserve dos Estados Unidos e o Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil. Cada autoridade monetária adotou estratégias distintas diante de um contexto internacional marcado por tensões geopolíticas, movimentos nos preços de commodities e divulgação de indicadores econômicos. Segundo o economista Otto Nogami, no Japão, o Banco do Japão decidiu manter a taxa de juros em 0,75%. Havia expectativa no mercado de elevação para 1%; porém, a autoridade monetária optou por preservar o nível atual enquanto observa os efeitos do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o mercado internacional de petróleo. A decisão busca aguardar maior definição do cenário global antes de qualquer alteração na política monetária. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também decidiu manter a taxa de juros em 3,75%. A decisão ocorreu após a divulgação do índice de preços ao produtor, que apresentou alta acima das previsões do mercado. Entre os fatores apontados estão o impacto das tarifas comerciais associadas à política tarifária adotada pelo governo norte-americano, além da possibilidade de elevação no preço do barril de petróleo e seus reflexos sobre a economia do país. Diante dessas condições, o Fed optou por manter a taxa e observar a evolução dos indicadores econômicos. No Brasil, o Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros de 15% para 14,75%, movimento equivalente a 0,25 ponto percentual. A decisão segue a sinalização apresentada em reunião anterior do próprio comitê, que indicava a possibilidade de redução neste período. O corte ocorre em um ambiente de debate sobre os efeitos das taxas de juros elevadas sobre a atividade econômica e o acesso ao crédito, especialmente para micro e pequenas empresas, que dependem de financiamento para a gestão de suas obrigações financeiras. Ao comparar as decisões, observa-se que bancos centrais de economias avançadas optaram por manter as taxas de juros enquanto acompanham os desdobramentos do cenário internacional. No caso brasileiro, houve redução da taxa em um contexto marcado por incertezas externas e movimentos recentes no preço do petróleo, que chegou a atingir o patamar de 120 dólares por barril. A elevação do custo da energia tende a afetar custos de produção e pode gerar repasses para os preços finais. O acompanhamento do conflito no Oriente Médio e seus impactos sobre o mercado de energia permanece como um dos fatores relevantes para a condução das políticas monetárias nos próximos meses. Esses eventos têm potencial de influenciar a inflação, o crescimento econômico e as decisões futuras dos bancos centrais.
Assista: https://youtu.be/a-geGPumWC8
O MEI precisa fazer declaração de Pessoa Física?
Uma dúvida comum entre microempreendedores individuais (MEIs) é se, além da declaração da empresa, também é necessário prestar contas como pessoa física. A resposta é: depende da situação de cada contribuinte. O MEI possui duas obrigações distintas. A primeira é a Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-SIMEI), que deve ser entregue todos os anos informando o faturamento da empresa. Essa é obrigatória para todos os MEIs, independentemente do valor recebido. Já a Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) não é automática. O microempreendedor só precisa entregá-la se se enquadrar nas regras exigidas pela Receita Federal, como: Ter recebido rendimentos tributáveis acima do limite anual estabelecido; possuir bens ou direitos acima do valor mínimo exigido; realizar operações em bolsa de valores, entre outros critérios. Caso o MEI tenha outras fontes de renda, como salário, aluguel ou aposentadoria, esses valores também entram na análise da obrigatoriedade da declaração. E atenção, as datas deste ano para a apresentação e de 23/03 a 29/05/2026, e saiba que a não entrega nos prazos da declaração obrigatória pode gerar multas e problemas com o CPF, como restrições financeiras. Por isso, é fundamental que o MEI avalie sua situação com atenção ou procure um contador ou o Simpi que tem profissionais prontos a atender. E entenda: Ser MEI não significa automaticamente estar isento da declaração de pessoa física. Cada caso deve ser analisado individualmente, considerando rendimentos e patrimônio. Manter a organização financeira é essencial para evitar erros e garantir a regularidade com o Fisco.


Fonte: Tribuna Popular

+Notícias

Últimas Notícias