O Observatório da Indústria de Rondônia apresentou, nesta semana, o relatório da balança comercial referente ao primeiro bimestre de 2026. Os dados revelam que o estado exportou US$ 444,4 milhões e importou US$ 511,1 milhões, resultando em um saldo negativo.
Apesar do déficit, o cenário é visto com otimismo por especialistas do setor produtivo. O aumento de 75% nas importações em relação a 2025 reflete a compra massiva de fertilizantes e adubos para o preparo das safras.
De acordo com Igo Ribeiro, gerente do Observatório, o movimento é cíclico e estratégico para a economia local. Rondônia investe agora em insumos essenciais para garantir o volume de exportações de grãos e carne nos próximos meses.
A carne bovina segue como o pilar das vendas externas rondonienses, representando 57% do total exportado (US$ 247,4 milhões). A soja e o milho aparecem na sequência, consolidando a força do agronegócio no comércio global.
Um ponto de destaque no relatório é a chamada “importação escritural”, amparada pela Lei Estadual nº 1.473/2005. O modelo permite que empresas com sede em Rondônia comprem produtos no exterior para uso em outras regiões do país.
O superintendente da FIERO, Gilberto Baptista, explica que esse mecanismo garante arrecadação de ICMS para o estado sem que a mercadoria precise entrar fisicamente no território rondoniense. Isso oferece flexibilidade logística e competitividade tributária.
A China permanece como a principal parceira comercial de Rondônia, absorvendo 35,9% das exportações e fornecendo 53,8% das importações. O monitoramento do Observatório visa transformar esses dados em inteligência para apoiar decisões de gestores e empresários.
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Fonte: News Rondônia