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Microflorestas urbanas transformam áreas degradadas em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho iniciou a conversão de terrenos abandonados em microflorestas urbanas, visando dar função social a vazios demográficos. O projeto promove a recuperação ambiental e a produção de alimentos por meio do plantio adensado em diversas regiões da capital rondoniense.
A iniciativa é coordenada de forma integrada entre secretarias municipais e já apresenta resultados em Áreas de Proteção Permanente (APPs). No Parque da Cidade, o plantio inicial contou com 300 mudas de espécies variadas, unindo preservação e o conceito de paisagismo produtivo.
Expansão do plantio e espécies selecionadas
Segundo Arthur Borin, diretor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), o trabalho foi intensificado desde dezembro de 2025. Atualmente, a prefeitura realiza cerca de quatro ações de plantio por mês, totalizando 16 áreas já atendidas na cidade.
Entre as espécies inseridas nas microflorestas urbanas de Porto Velho, destacam-se árvores frutíferas como caju, cajazinha, genipapo e ingá. Também foram plantadas árvores ornamentais e nativas, como ipês-rosas, jacarandás e sibipirunas, que auxiliam na biodiversidade local.
Função social e benefícios ambientais
O secretário-executivo da Seinfra, Giovani Marini, explica que o objetivo central é ocupar terrenos sem uso com o chamado “paisagismo ativo”. Essa estratégia substitui plantas meramente estéticas por árvores que geram alimentos para o consumo da própria população.
Além da segurança alimentar, as microflorestas urbanas oferecem vantagens técnicas para o microclima de Porto Velho. O sistema auxilia na redução da temperatura térmica, captura de CO₂, diminuição da poluição sonora e na melhoria do ciclo hidrológico urbano.
Gestão integrada e metas futuras
O projeto é resultado da cooperação entre a Sema, Semagric, Seinfra e a Agência Reguladora (ARDPV). O prefeito Léo Moraes enfatiza que a meta é consolidar Porto Velho como uma cidade sustentável, ampliando o mapeamento de novos pontos nos bairros.
Com a manutenção contínua das áreas e o abastecimento vindo do viveiro municipal, a prefeitura espera aumentar a cobertura vegetal significativamente. A proposta final busca garantir mais sombra, lazer e qualidade de vida para os moradores da capital.
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Fonte: News Rondônia

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