spot_img

Petro acusa Equador de bombardeio em solo colombiano; Noboa nega

As relações entre Colômbia e Equador atingiram um novo nível de tensão nesta terça-feira, 17. O presidente colombiano, Gustavo Petro, afirmou que bombas foram lançadas de aviões em zonas de fronteira dentro do território da Colômbia. Petro declarou que existem gravações originadas no Equador sobre o episódio e que já acionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que interceda junto ao governo equatoriano a fim de evitar um conflito armado.
O presidente do Equador, Daniel Noboa, rebateu as acusações prontamente pelas redes sociais, classificando as declarações de Petro como falsas. Noboa afirmou que as operações militares de seu país ocorrem estritamente em solo equatoriano para combater esconderijos de grupos narcotraficantes. O líder equatoriano ainda acusou o governo da Colômbia de negligência no controle das fronteiras, permitindo a infiltração de criminosos colombianos no país vizinho.
O incidente ocorre em um contexto de deterioração econômica e política entre as nações. Em fevereiro, o Equador elevou em 30% as tarifas de importação de produtos colombianos, medida chamada de “taxa de segurança”. Em retaliação, a Colômbia suspendeu a venda de energia elétrica para os equatorianos e impôs tarifas semelhantes sobre dezenas de produtos vindos do país andino.
A aproximação militar do Equador com os Estados Unidos também tem gerado atritos na região. Recentemente, o governo Noboa permitiu a abertura da primeira sede oficial do FBI em Quito e tem firmado acordos para operações conjuntas com Washington. Essa política está alinhada ao chamado Corolário Trump à Doutrina Monroe, que prega a proeminência dos EUA sobre as Américas para combater cartéis de drogas e afastar a influência de potências como China e Rússia.
Enquanto a Colômbia exige respeito à soberania nacional, o Equador endurece o discurso interno, tendo inclusive suspendido o registro do principal partido de oposição, o Revolução Cidadã, sob investigações de lavagem de dinheiro. O cenário de instabilidade preocupa órgãos internacionais, que temem que os incidentes de fronteira possam desencadear uma ruptura definitiva nos laços diplomáticos da América do Sul.
Veja mais notícias


Fonte: News Rondônia

+Notícias

Últimas Notícias