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Eleições 2026 Política

Zema vota com celular na cabine em Araxá; TRE-MG vai apurar

3 minutos de leitura

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) votou na manhã deste domingo (4) com um celular na cabine de votação, na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O uso de aparelhos celulares na cabine é proibido pela Justiça Eleitoral para preservar o sigilo do voto.

Imagens registraram Zema com o aparelho durante a votação. Segundo a apuração da TV Integração, a equipe da Justiça Eleitoral presente na seção não impediu que o candidato votasse com o celular.

Em declaração após a votação, Zema afirmou que levou o telefone por hábito e que não foi alertado previamente. O candidato disse ainda que não fotografou o voto e que utilizou uma colinha em papel.

TRE-MG vai apurar o caso

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, informou que a Justiça Eleitoral vai apurar o uso do celular por Zema dentro da cabine de votação.

A legislação eleitoral proíbe que o eleitor leve celular, câmera, filmadora ou outro equipamento que possa comprometer o sigilo do voto para a cabine. Os aparelhos devem ser desligados e deixados em local indicado pela mesa receptora antes da votação.

O Código Eleitoral estabelece que violar ou tentar violar o sigilo do voto constitui crime eleitoral, com pena de até dois anos de detenção. A eventual responsabilização no caso de Zema, entretanto, depende da apuração das circunstâncias do episódio.

O TRE-MG informou que os mesários são orientados sobre a proibição e que ocorrências dessa natureza devem ser apuradas.

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O que Zema disse após votar Após deixar o local de votação, Zema afirmou estar confiante na candidatura e disse esperar que eleitores de diferentes estados reconheçam sua trajetória nos setores privado e público.

O candidato também comparou sua experiência à frente do governo de Minas Gerais com uma eventual gestão do país e afirmou que o Brasil seria, segundo sua avaliação, uma espécie de “miniatura” de Minas Gerais em termos de administração.

Zema ainda criticou uma decisão judicial relacionada ao debate presidencial que acabou cancelado e afirmou que o Judiciário deveria exercer papel moderador. Em sua avaliação, o Poder Judiciário teria adotado uma postura que, segundo ele, intensifica crises e problemas.

As declarações fazem parte da manifestação do candidato após a votação e não representam avaliação da Justiça Eleitoral sobre o episódio.

O que diz a regra eleitoral

A Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral determina que é proibido portar celular ou qualquer instrumento capaz de registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor dentro da cabine de votação. O aparelho deve permanecer desligado e depositado em local próprio, à vista da mesa receptora.

A orientação também está expressamente prevista para as eleições de 2026 pelo TSE, que reforça que a medida tem como objetivo proteger o sigilo do voto.

O TRE-MG deverá avaliar as circunstâncias do caso de Zema e adotar as providências cabíveis conforme a legislação eleitoral.

FAQ Pode levar celular para a cabine de votação?

Não. O eleitor deve desligar o aparelho e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora antes de entrar na cabine.

Por que o celular é proibido?

A restrição busca preservar o sigilo do voto e impedir o registro, a transmissão ou a divulgação da escolha feita na urna eletrônica.

Usar celular na cabine é automaticamente crime eleitoral?

A violação ou tentativa de violação do sigilo do voto é prevista como crime no artigo 312 do Código Eleitoral. A eventual responsabilização por um caso concreto depende da apuração das circunstâncias.

Com informações de Veja mais notícias