O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (8) a favor da realização de eleições diretas para o mandato-tampão do governo do Rio de Janeiro. Relator da ação movida pelo diretório estadual do PSD, Zanin divergiu da determinação anterior do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que previa uma votação indireta realizada apenas pelos deputados da Assembleia Legislativa (Alerj). Para o ministro, a escolha do novo gestor deve ser feita pelo voto popular, garantindo a soberania do eleitor fluminense.
Em seu voto, Zanin criticou duramente a estratégia adotada pelo ex-governador Cláudio Castro. Castro renunciou ao cargo na véspera do julgamento do TSE que o condenou à inelegibilidade, alegando a necessidade de cumprir o prazo para se candidatar ao Senado. O ministro classificou o ato como uma “tentativa de burla” das consequências jurídicas, visando forçar uma eleição indireta onde o ex-governador poderia exercer maior influência na escolha de um aliado político para sucedê-lo.
A crise sucessória no Rio de Janeiro se agravou devido ao desfalque completo na linha de comando do estado. O cargo de vice-governador estava vago desde 2025, quando Thiago Pampolha assumiu uma vaga no Tribunal de Contas. Além disso, o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, que seria o próximo na sucessão, foi cassado na mesma decisão que condenou Castro. Atualmente, o governo é exercido de forma interina pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJRJ), Ricardo Couto de Castro.
O julgamento no Supremo segue agora com a tomada de votos dos outros nove ministros da Corte. Caso a tese de Zanin prevaleça, o TSE deverá convocar a população para ir às urnas ainda este semestre. O vencedor dessa eleição suplementar comandará o Rio de Janeiro apenas até 31 de dezembro de 2026. Em janeiro de 2027, assume o novo governador que será escolhido regularmente nas eleições gerais de outubro deste ano.
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Fonte: News Rondônia