A Volvo Cars detalhou como a estrutura utilizada em seus veículos contribui para os sistemas de proteção presentes em sua linha de automóveis. Próxima de completar um século desde a produção do primeiro modelo, o ÖV4, lançado em 1927, a fabricante explica que seus veículos utilizam uma combinação de sete ligas metálicas distribuídas estrategicamente pelo chassi para atender diferentes funções relacionadas à absorção de impactos, resistência estrutural e redução de peso.
“Cada parte dos carros conta com um tipo diferente de aço ou alumínio. Isso acontece porque cada uma dessas estruturas tem um papel específico, dependendo de onde está posicionado no chassi”, afirma Vinicius Garritano, gerente de produto da Volvo Car Brasil. Segundo o executivo, “em torno das portas e do para-brisa, temos um aço de ultra alta resistência, para proteger o interior do carro e, consequentemente, os ocupantes. Já os para-lamas e partes do assoalho são compostos por material em aço macio, com baixo carbono, justamente para ter uma manutenção facilitada”.
A estratégia estrutural da Volvo Cars distribui diferentes tipos de aço e alumínio conforme a função exercida por cada componente da carroceria. O objetivo é criar uma estrutura capaz de proteger os ocupantes durante diferentes tipos de colisão, preservando o espaço interno do veículo enquanto as áreas programadas absorvem parte da energia gerada pelo impacto.
Além da estrutura principal, os modelos da fabricante utilizam zonas de deformação dianteira e traseira desenvolvidas para reduzir os efeitos das colisões. Esses componentes trabalham em conjunto com sistemas internos de retenção, como cintos de segurança e airbags, formando um conjunto destinado à proteção dos ocupantes.
Entre os recursos estruturais está o Side Impact Protection System (SIPS™), desenvolvido para distribuir as forças geradas em impactos laterais por uma área maior da carroceria, reduzindo a concentração de carga sobre os ocupantes. Em situações de capotamento, a resistência estrutural do teto contribui para preservar o espaço interno da cabine.
Outro sistema citado pela fabricante é o Whiplash Protection System (WHIPS™), integrado aos bancos dianteiros. O recurso foi desenvolvido para atuar em colisões traseiras, buscando reduzir os movimentos do pescoço e minimizar o risco de lesões decorrentes desse tipo de impacto.
Como exemplo dessa arquitetura, a Volvo Cars utiliza o EX90, modelo que reúne os sete materiais empregados na estrutura dos veículos da marca. Segundo a fabricante, cada liga metálica desempenha uma função específica, permitindo combinar resistência estrutural, eficiência construtiva e controle de peso.
No EX90, o aço de baixo carbono representa 23% da composição estrutural, seguido pelo aço de ultra alta resistência, com 20%, e pelo aço de muito alta resistência, com 19%. O conjunto ainda utiliza 12% de alumínio extrudado, 10% de aço de extra alta resistência, 8% de aço de alta resistência e outros 8% de alumínio fundido. A distribuição desses materiais integra a estratégia de engenharia adotada pela Volvo Cars para seus modelos.
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Fonte: News Rondônia