Dois episódios de atropelamentos de animais, registrados em um intervalo de menos de uma semana, acenderam o alerta sobre o descaso com a causa animal em Colorado do Oeste. Em ambos os casos, os condutores dos veículos fugiram sem prestar socorro ou serem identificados. Os resgates foram realizados por iniciativa de populares e profissionais da iniciativa privada, que denunciam a ausência de políticas públicas municipais para o atendimento de animais feridos ou vítimas de maus-tratos.
O primeiro registro ocorreu na semana passada, na região central da cidade. Um cão sem raça definida foi deixado na via e apresentava sinais de que não sobreviveria. No entanto, após ser socorrido por testemunhas e encaminhado à clínica veterinária Pronto Dog, o animal recebeu tratamento e conseguiu se recuperar plenamente. Segundo o médico veterinário José Aparecido de Oliveira, responsável pelo resgate, o “pet” já foi colocado para adoção após receber alta médica.
A segunda ocorrência, considerada a mais grave, foi registrada na manhã desta sexta-feira (24), no bairro São José. Uma cadela de caça foi filmada se arrastando pela rua após ser atingida por um automóvel. Graças a uma parceria entre o campus do Instituto Federal de Rondônia (IFRO) e a clínica particular, o animal foi submetido a exames de raio-X para avaliar a extensão dos danos na coluna e nos membros.
Até o momento, a cadela permanece em observação clínica. Novos exames devem determinar se as lesões são permanentes ou se ela poderá voltar a caminhar. O tutor do animal ainda não foi localizado. A rede de proteção animal da cidade ressalta que, sem o envolvimento de voluntários e parcerias acadêmicas, esses animais estariam condenados à morte nas vias públicas devido à falta de infraestrutura do poder executivo.
A principal queixa de protetores e moradores de Colorado do Oeste recai sobre a Prefeitura Municipal. Atualmente, a cidade não dispõe de um órgão oficial ou telefone de emergência para o manejo de animais feridos. A ausência de um centro de zoonoses ou convênios para atendimento emergencial faz com que casos de atropelamento dependam exclusivamente da boa vontade de terceiros, gerando sobrecarga em clínicas particulares e custos para os cidadãos que decidem ajudar.
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Fonte: News Rondônia