O relatório Estado do Clima Global 2025, divulgado nesta segunda-feira (23) pela Organização Meteorológica Mundial (WMO), confirmou que a humanidade atravessou a década mais quente já registrada desde o início das medições em 1850. O documento, lançado no Dia Mundial da Meteorologia, coloca o planeta em estado de “emergência”, com o ano de 2025 figurando entre os picos históricos de aquecimento, impulsionado pela concentração recorde de gases de efeito estufa na atmosfera e nos oceanos.
Segundo o secretário-geral da ONU, António Guterres, os indicadores climáticos estão em alerta máximo, resultando em um desequilíbrio energético sem precedentes. O estudo aponta que o excesso de calor gerado pela atividade humana está sendo absorvido majoritariamente pelos oceanos (91%), atingindo profundidades de até 2 mil metros e superando os recordes estabelecidos em 2024. Esse aquecimento das águas gera efeitos irreversíveis, como a degradação de ecossistemas marinhos e a aceleração do aumento do nível do mar.
Desequilíbrio Energético e Eventos Extremos
O relatório destaca que o caos climático não é apenas um problema ambiental, mas uma crise humanitária que expõe a vulnerabilidade das sociedades. O aumento das concentrações de dióxido de carbono, metano e óxido nitroso tem levado ao desequilíbrio do sistema terrestre, onde o calor retido supera a energia irradiada. Esse cenário tem gerado uma cascata de eventos extremos, como ondas de calor intenso, chuvas torrenciais, incêndios florestais e ciclones tropicais, que resultaram em milhares de mortes e bilhões em prejuízos econômicos globais.
A secretária-geral da WMO, Celeste Saulo, reforçou que as atividades humanas estão comprometendo o equilíbrio natural de forma que o planeta deverá conviver com as consequências por centenas e até milhares de anos. O derretimento das geleiras no Ártico e na Antártida também avançou, contribuindo para a elevação do nível médio do mar. O relatório conclui que a dependência de combustíveis fósseis continua sendo o principal motor desse desequilíbrio e que a integração de dados meteorológicos para ações preventivas é urgente para mitigar os impactos abrangentes na mortalidade e nos meios de subsistência.
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Fonte: News Rondônia

