O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta sexta-feira (9) a suspensão imediata do site “brasil22token.com”, plataforma que oferecia a distribuição de criptomoedas para usuários que realizassem publicações favoráveis ao candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). A ordem judicial foi proferida pela ministra Estela Aranha, que identificou o risco de concessão de vantagem econômica vedada pela legislação eleitoral vigente.
A representação foi formalizada perante a Justiça Eleitoral e a Procuradoria-Geral Eleitoral pela coligação do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A denúncia apontou a comercialização e o repasse de tokens em troca de engajamento e propaganda política nas redes sociais, prática que veio a público no decorrer da semana após apuração jornalística.
Diante da repercussão, a campanha oficial de Flávio Bolsonaro informou que desconhece a autoria, os criadores ou a administração do referido endereço eletrônico. A equipe do candidato declarou ainda que adotará todas as providências jurídicas cabíveis nas esferas eleitoral, cível e criminal para responsabilizar os envolvidos, reiterando que não realiza contratação de perfis ou pagamentos para a distribuição de conteúdos promocionais.
FAQ Qual foi a justificativa apontada pelo TSE para determinar a suspensão do site?
A ministra Estela Aranha entendeu que a oferta de criptomoedas por engajamento configurava vantagem econômica indevida em favor de uma candidatura.
Qual coligação partidária acionou a Justiça Eleitoral para investigar a distribuição dos ativos digitais?
A denúncia foi apresentada ao TSE e à Procuradoria-Geral Eleitoral pela coligação do candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
Como se posicionou a campanha de Flávio Bolsonaro em relação à plataforma suspensa?
A assessoria do candidato negou conhecimento sobre o site, rechaçou a contratação de perfis e anunciou medidas judiciais contra a página.
Com informações de Agência Brasil Veja mais notícias
