O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que havia determinado a suspensão do canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A controvérsia envolve uma ação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o canal de disseminar desinformação sobre possíveis mudanças em programas sociais e benefícios previdenciários. A decisão definitiva sobre o caso será submetida ao plenário do TSE.
Por que o corregedor reverteu a suspensão?
Antes da decisão de Kassio Nunes Marques, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do processo, havia solicitado informações complementares sobre a suposta atividade ilegal do canal, sem determinar sua suspensão naquele momento.
Segundo o corregedor, o pedido apresentado pela campanha de Flávio à presidência do TSE foi protocolado 41 minutos depois de sua decisão. A solicitação veio acompanhada de documentos que, segundo ele, não faziam parte da investigação sob sua relatoria.
Entre os materiais estavam um dossiê de publicações, um levantamento sobre a circulação de vídeos e um plano de conformidade da plataforma.
Cueva argumentou que a atuação administrativa da presidência do tribunal deve respeitar as competências jurisdicionais do órgão e evitar decisões sobre uma controvérsia que já está sob análise judicial.
Ao justificar a reversão, o corregedor destacou a necessidade de preservar a coerência das decisões e a segurança jurídica.
Caso será analisado pelo plenário do TSE
Kassio Nunes Marques havia justificado a suspensão com base na competência administrativa da presidência do tribunal e nas regras eleitorais relacionadas à circulação e ao impulsionamento irregular de conteúdo nas redes sociais.
A campanha de Flávio sustenta que o canal disseminava informações falsas sobre o Bolsa Família, aposentadorias e outras políticas públicas. André Janones nega a acusação e afirma que a finalidade era mobilizar apoiadores.
O caso será encaminhado ao plenário do TSE, que deverá decidir sobre a controvérsia. A data do julgamento ainda será definida pelo presidente da Corte.
A disputa ocorre em meio a outros questionamentos das campanhas sobre a atuação da Justiça Eleitoral e o uso de plataformas digitais durante o segundo turno. Veja também a reportagem do News Rondônia sobre a reação de Lula à suspensão do canal.
Com Informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil.
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