O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acionou a Polícia Federal (PF) para investigar uma série de ataques digitais e ameaças direcionadas a servidores da Justiça Eleitoral nas redes sociais. A decisão foi tomada após as equipes de inteligência e monitoramento da Corte identificarem cerca de 30 mil manifestações hostis registradas até o início da tarde de quinta-feira (8), mobilizando os órgãos de segurança em pleno período eleitoral.
De acordo com as informações divulgadas pelo tribunal, as publicações envolvem o vazamento e a exposição indevida de dados pessoais dos funcionários, intimações a familiares, além de campanhas de desinformação e discurso de ódio contra o sistema eletrônico de votação e a organização do pleito. O volume de intimidações apresentou forte crescimento a partir do início da semana, levando a Presidência do órgão a adotar medidas imediatas de salvaguarda.
Diante da gravidade do cenário, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que os servidores afetados e seus familiares contem com efetivo de segurança dedicada e suporte psicológico preventivo. Em paralelo, a Corte Eleitoral acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para a responsabilização criminal dos autores e enviou notificações formais às empresas de tecnologia que operam as redes sociais para exigir a remoção imediata dos conteúdos irregulares.
FAQ Quantas manifestações de ódio contra servidores foram identificadas pelo TSE?
A inteligência do tribunal contabilizou cerca de 30 mil publicações contendo ameaças, discurso de ódio e exposição de dados pessoais.
Quais medidas de proteção foram garantidas pelo presidente do TSE aos afetados?
O ministro Kassio Nunes Marques determinou a disponibilização de escolta de segurança física e suporte psicológico para os servidores e seus familiares.
Quais órgãos foram acionados para atuar na contenção dos ataques digitais?
O TSE acionou a Polícia Federal, o Ministério Público Eleitoral e as plataformas de redes sociais.
Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil Veja mais notícias
