O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu o tom nesta quinta-feira (26) ao exigir que o governo do Irã aceite rapidamente um plano de cessar-fogo para encerrar o conflito que já dura quatro semanas. Em postagem em sua rede social, o republicano afirmou que o país persa está em situação de vulnerabilidade militar e recomendou que os líderes iranianos levem a sério o acordo “antes que seja tarde demais”. A pressão ocorre em meio a uma crise humanitária e econômica crescente, com a escassez de combustíveis atingindo mercados internacionais.
Apesar do ultimato de Washington, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que o país mantém sua política de resistência e não reconhece as mensagens transmitidas via Paquistão como uma negociação formal. O impasse se aprofunda devido às posições divergentes: enquanto os EUA exigem o desmantelamento do programa nuclear e o controle do Estreito de Ormuz, Teerã demanda garantias contra novas ações militares e a inclusão do Líbano em qualquer trégua.
Intensificação dos ataques e bastidores diplomáticos
O cenário de guerra permanece crítico com novas ondas de mísseis lançadas pelo Irã contra Israel nesta quinta-feira, atingindo áreas como Tel Aviv. Em contrapartida, bombardeios em solo iraniano atingiram zonas residenciais em Bandar Abbas e Shiraz, resultando na morte de dois adolescentes. No campo diplomático, fontes indicam que Israel retirou autoridades iranianas de alto escalão de sua lista de alvos estratégicos, após pressão do Paquistão para preservar possíveis interlocutores em uma futura mesa de diálogo.
A proposta norte-americana de 15 pontos é vista com ceticismo por oficiais de defesa israelenses, que temem concessões excessivas por parte dos negociadores de Trump. Desde o início dos ataques em 28 de fevereiro, o conflito redesenhou as tensões no Oriente Médio, envolvendo bases dos EUA e Estados do Golfo. A comunidade internacional observa com atenção o Estreito de Ormuz, cujo controle é peça-chave na disputa e fator determinante para a estabilização dos preços do petróleo no Brasil e no mundo.
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Fonte: News Rondônia