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Trump eleva tom contra Cuba e afirma que pode agir como quiser com o país

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou as tensões diplomáticas com Cuba ao declarar, nesta terça-feira (17), que possui autoridade para fazer qualquer coisa que quiser com a ilha caribenha. Em declarações feitas no Salão Oval, Trump expressou que espera ter a honra de tomar Cuba de alguma forma, no momento em que os dois países ensaiavam conversações para tentar estabilizar uma relação histórica de adversidades.
A retórica agressiva ocorre em meio a uma crise humanitária e econômica severa em Cuba. Após a captura de Nicolás Maduro e a queda do governo venezuelano pelos EUA, Washington impôs um bloqueio total ao petróleo que era enviado à ilha. Como consequência, Cuba não recebe carregamentos de combustível há três meses, o que culminou no colapso total da rede elétrica nacional nesta segunda-feira, deixando 10 milhões de pessoas sem energia.
Relatos do New York Times indicam que a saída do presidente cubano Miguel Díaz-Canel é uma exigência central dos negociadores norte-americanos nas conversas bilaterais. Díaz-Canel, que sucedeu os irmãos Castro, havia condicionado o diálogo ao respeito à soberania e à autodeterminação, princípios tradicionalmente defendidos por Havana, mas que colidem com a postura atual da Casa Branca, que já sinalizou que Cuba seria a próxima após as ações contra Venezuela e Irã.
Embora Washington tenha mantido por décadas o compromisso de não invadir a ilha, pacto selado após a crise dos mísseis de 1962, a gestão Trump ainda não apresentou fundamentos legais para uma eventual intervenção direta. Por enquanto, a estratégia de pressão máxima foca na asfixia econômica e no isolamento energético, paralisando a infraestrutura cubana e ameaçando com tarifas qualquer nação que tente fornecer petróleo ao país.
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Fonte: News Rondônia

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