O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou sua rede social Truth Social na noite desta quinta-feira (12) para comentar a tensa situação envolvendo a participação do Irã na Copa do Mundo de 2026. Embora tenha afirmado que a seleção iraniana é “bem-vinda”, Trump ressaltou acreditar que a presença da equipe na competição sediada conjuntamente por EUA, Canadá e México não seria adequada para a “própria vida e segurança” dos atletas.
A declaração ocorre em um momento de grave escalada militar no Oriente Médio, após ataques aéreos lançados pelos EUA e Israel contra Teerã. Na última quarta-feira (11), o ministro dos Esportes do Irã já havia declarado que a participação do país no torneio seria impossível diante do conflito regional. A seleção iraniana foi a única ausente em uma reunião de planejamento da Fifa realizada recentemente em Atlanta, o que reforça os sinais de uma possível desistência histórica.
Desafios para a Fifa e asilo humanitário
Caso o Irã oficialize sua retirada, a Fifa enfrentará o desafio inédito na era moderna de substituir uma seleção a poucos meses do início do torneio, marcado para junho. Curiosamente, a relação entre a entidade máxima do futebol e o presidente americano tem sido de proximidade: no final do ano passado, a Fifa concedeu a Trump um prêmio inaugural da paz. Os jogos do Irã estavam programados para as cidades de Los Angeles e Seattle, locais com grandes comunidades de imigrantes.
Paralelamente ao conflito militar, a questão dos direitos humanos também pressiona a seleção iraniana. Recentemente, a Austrália concedeu vistos humanitários a cinco jogadoras da seleção feminina do Irã que buscaram asilo por temerem perseguição política. Trump chegou a intervir no caso, instando o governo australiano a acolher as atletas, afirmando que os Estados Unidos estariam dispostos a fazê-lo caso necessário.
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Fonte: News Rondônia

