Os trotes ao SAMU em Porto Velho vêm comprometendo diretamente a agilidade dos atendimentos de urgência, segundo dados consolidados do serviço de saúde municipal.
O número de trotes ao SAMU registrados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) segue impactando diretamente a qualidade e a agilidade dos atendimentos em Porto Velho. Mesmo com uma média estável de ocorrências reais, chamadas falsas continuam ocupando tempo e recursos essenciais para salvar vidas.
Os dados consolidados de 2025 mostram que os trotes representam entre 7% e 9,7% das ligações mensais. Em janeiro daquele ano, foram registradas 1.480 chamadas, sendo 142 classificadas como trote, o equivalente a 9,59%. Já em dezembro, o número subiu para 155 chamadas falsas, mantendo a taxa em 9,56%.
De acordo com relatório que reúne dados de 2025 e do primeiro trimestre de 2026, o SAMU registrou uma média semestral de 39 ocorrências reais por dia. No mesmo período, os trotes chegaram a 4,2 chamadas diárias. Apesar de aparentemente menores em volume, essas ligações exigem triagem e mobilizam profissionais da central de regulação, impactando diretamente o fluxo de atendimento.
Alta demanda e impacto no sistema
No primeiro trimestre de 2026, o SAMU contabilizou 6.086 ocorrências, com média diária de 67,6 atendimentos. O aumento na demanda reforça a importância do uso responsável do serviço e evidencia como os trotes ao SAMU afetam a operação.
As Unidades de Suporte Básico (USB) concentraram a maior parte dos atendimentos, com média de 34,8 ocorrências por dia. Já as Unidades de Suporte Avançado (USA), responsáveis por casos mais graves, registraram cerca de 4,2 atendimentos diários.
Segundo profissionais do serviço, o principal desafio começa já no primeiro contato com a central. Situações de nervosismo, informações imprecisas e os próprios trotes ao SAMU dificultam a triagem e podem atrasar o envio de equipes.
Risco direto à vida
Além de sobrecarregar a central, os trotes ao SAMU podem atrasar o atendimento de situações reais de urgência e emergência. Cada minuto perdido com uma chamada falsa pode representar risco direto à vida de quem precisa de socorro imediato.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) reforça que o número 192 deve ser utilizado exclusivamente em casos de emergência, como acidentes graves, problemas cardiorrespiratórios e outras situações que exigem resposta rápida das equipes.
O relatório também aponta que os dados analisados fazem parte de um período de transição tecnológica, com a implantação de uma nova plataforma de gestão para ampliar a eficiência no atendimento.
Autoridades da saúde destacam que a comunicação eficiente é essencial para garantir um atendimento mais rápido e humanizado, enquanto os trotes ao SAMU seguem como um dos principais obstáculos operacionais.
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Fonte: News Rondônia