Lúcio Mosquini afirma que 271 cessões renovadas para 2027 deverão ser canceladas; levantamento aponta 699 profissionais da segurança cedidos a outros órgãos
A equipe de transição do governador eleito de Rondônia, Marcos Rogério (PL), pretende revisar as cessões de servidores da segurança pública que atualmente trabalham em outros órgãos. A informação foi apresentada pelo deputado federal Lúcio Mosquini (PL-RO), coordenador da transição do novo governo. A filiação atual do parlamentar ao PL consta no portal da Câmara dos Deputados.
De acordo com os números divulgados por Mosquini, o levantamento identificou 505 policiais militares cedidos. Também aparecem na relação 106 policiais civis, 48 bombeiros militares e 40 servidores da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus).
Somadas, as quatro categorias chegam a 699 profissionais da segurança pública desempenhando funções fora de suas instituições de origem. Durante a entrevista, Mosquini também mencionou o número de 751 servidores, mas não explicou a diferença em relação ao total discriminado por categoria.
Segundo o coordenador da transição, 271 cessões já teriam sido renovadas pelo atual governo para 2027. Esses atos deverão ser revistos após a posse de Marcos Rogério.
Os profissionais cedidos estão distribuídos em instituições como Assembleia Legislativa, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas, prefeituras e estruturas vinculadas a parlamentares. Mosquini afirmou ainda que aproximadamente 70 policiais estariam concentrados em um único órgão, cujo nome não foi revelado.
Apesar da indicação inicial de cancelamento, a proposta será analisada individualmente. Cessões consideradas essenciais poderão ser mantidas, principalmente nos casos em que policiais atuam na proteção de juízes e promotores ameaçados pelo crime organizado.
A intenção, segundo Mosquini, não é promover perseguições contra servidores, mas reorganizar o efetivo e ampliar a presença policial nas ruas. “O governador Marcos Rogério quer polícia na rua”, afirmou o deputado.
Até que as medidas sejam oficialmente adotadas pelo próximo governo, os quantitativos permanecem como informações apresentadas pela equipe de transição. Os atos de cancelamento ou manutenção das cessões deverão ocorrer administrativamente após a posse.
