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Tráfego no Estreito de Ormuz trava após EUA apreenderem navio iraniano

O Estreito de Ormuz, principal artéria energética do planeta, vive um cenário de paralisia quase total nesta segunda-feira (20). Dados de rastreamento das plataformas Kpler e SynMax revelam que apenas três embarcações cruzaram a hidrovia nas últimas 12 horas: o petroleiro Nero, alvo de sanções britânicas, que deixou o Golfo, e outros dois navios-tanque que realizaram o trajeto inverso. O esvaziamento da rota ocorre em meio ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, que colocam em risco o frágil cessar-fogo de dez dias mediado internacionalmente.
A crise ganhou novos contornos após Washington confirmar a apreensão de um navio de carga iraniano sob a acusação de tentativa de romper o bloqueio naval norte-americano. Em resposta imediata, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o governo de Donald Trump demonstrou não levar a sério o processo diplomático. Teerã prometeu retaliar a ação e informou que não participará das novas rodadas de conversas previstas para ocorrerem em Islamabad, no Paquistão, frustrando a expectativa de uma solução pacífica antes do término da trégua.
O impasse diplomático trava também os preparativos de segurança em Islamabad, onde o vice-presidente dos EUA, JD Vance, era esperado para mediar os diálogos. Fontes do governo iraniano reiteraram que a manutenção do bloqueio aos portos do país inviabiliza qualquer avanço e que as “capacidades defensivas”, incluindo o programa de mísseis balísticos de Teerã, permanecem fora de qualquer pauta de negociação. O Marechal de Campo Asim Munir, principal mediador paquistanês, alertou o presidente Trump que o cerco naval é o maior obstáculo para a paz, recebendo a promessa de que o conselho seria considerado.
Enquanto as potências não chegam a um acordo sobre o fim do bloqueio, o mercado global de energia observa com apreensão a volatilidade na região. A interrupção prolongada no fluxo de Ormuz tem potencial para desestabilizar os preços do petróleo em escala mundial, afetando economias dependentes do combustível fóssil. O governo brasileiro, por meio de declarações do presidente Lula na Europa, já manifestou preocupação com a “lei do mais forte” prevalecendo sobre a diplomacia, alertando que o custo dessa instabilidade recai sobre as populações mais pobres.
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Fonte: News Rondônia

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