O fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz permanece criticamente reduzido nesta terça-feira (21), com apenas três travessias registradas nas últimas 24 horas. Antes do início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, em 28 de fevereiro, a média diária de tráfego era de 140 embarcações. A hidrovia, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo, tornou-se o epicentro de uma guerra de bloqueios navais que ameaça desestabilizar a economia global e o suprimento de energia.
Dados de plataformas como MarineTraffic e SynMax identificaram que as poucas embarcações a arriscar a travessia, como os navios Ean Spir e Lian Star, operam sem bandeiras ou proprietários declarados, uma tática para tentar evitar ataques ou apreensões. O cenário de insegurança aumentou após o Irã fechar formalmente o estreito no último sábado, chegando a disparar contra embarcações. Analistas da corretora BRS alertam que mesmo navios que cumprem requisitos de trânsito estão sob risco iminente de perigo.
A tensão diplomática atingiu um novo ápice nesta terça-feira com a notícia de que militares norte-americanos apreenderam um navio-tanque ligado ao Irã em águas internacionais. A ação enfureceu o governo de Teerã, que agora se recusa a confirmar participação em novas rodadas de negociações de paz. O cessar-fogo, que trazia uma esperança momentânea de estabilidade, parece estar por um fio diante da insistência de ambos os lados em manter cercos portuários e militares agressivos.
Enquanto o Irã mantém suas restrições como forma de retaliação ao bloqueio de seus portos pelos EUA, a comunidade internacional observa com cautela os desdobramentos no Golfo. A corretora BRS destaca que a previsibilidade de trânsito na região desapareceu, tornando o Estreito de Ormuz uma zona de exclusão de facto. Sem um avanço nas conversas diplomáticas mediadas por países vizinhos, a paralisia do tráfego marítimo tende a persistir, pressionando os estoques globais de combustível nas próximas semanas.
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Fonte: News Rondônia