Vice-prefeito Tony Pablo cobra Estado por repasses e atendimento vascular na hemodiálise de Cacoal
Memorando da Procuradoria-Geral do Município aponta descumprimento de acordo judicial por parte do Governo Estadual em serviço essencial que atende 165 pacientes da região
O vice-prefeito de Cacoal, Tony Pablo, cobrou a regularização dos repasses financeiros do Governo do Estado e o cumprimento da oferta de atendimento vascular na unidade de hemodiálise do município, considerada serviço essencial e de funcionamento contínuo.
A manifestação ocorreu após visita técnica às estruturas da Terapia Renal Substitutiva (TRS), mantida pela Prefeitura de Cacoal, que atende, em média, 165 pacientes do município e de cidades da região da Zona da Mata.
Entenda o caso
165 pacientes dependem do serviço de hemodiálise em Cacoal
Região atendida: Cacoal e cidades da Zona da Mata
Serviço: Terapia Renal Substitutiva (TRS) - essencial e contínuo
Problema: Estado não repassa verbas e não garante atendimento vascular
Base legal: Descumprimento de pactuação judicial
De acordo com o Memorando nº 07/PGM-CS/2026, encaminhado pela Procuradoria-Geral do Município às autoridades do Estado, o município informa que vem cumprindo sua parte nas responsabilidades administrativas e financeiras para manutenção do serviço. No entanto, aponta que o Estado não estaria realizando os repasses financeiros devidos nem assegurando o atendimento de médico vascular e a realização de procedimentos relacionados às fístulas arteriovenosas, conforme pactuação estabelecida judicialmente.
O documento destaca que a assistência vascular é indispensável para pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise, uma vez que as fístulas garantem o acesso necessário ao tratamento. A ausência de avaliação especializada e de substituição das fístulas pode comprometer a continuidade e a segurança do atendimento.
O procedimento vascular é considerado fundamental para pacientes renais crônicos submetidos à hemodiálise, uma vez que as fístulas são responsáveis pelo acesso à corrente sanguínea durante o tratamento. Sem o acompanhamento adequado, os pacientes ficam vulneráveis a complicações que podem interromper o tratamento vital.
Segundo o vice-prefeito, a situação foi levada ao conhecimento do prefeito, da secretária municipal de Saúde e da Procuradoria, para adoção das medidas cabíveis com o objetivo de cobrar a regularização imediata das pendências.
A questão envolve não apenas aspectos financeiros, mas também a garantia de continuidade de um tratamento vital para centenas de pacientes que dependem do serviço de hemodiálise. A falta de atendimento vascular especializado pode comprometer seriamente a qualidade do tratamento e colocar em risco a saúde dos pacientes da região.
Até a conclusão desta edição, o Governo do Estado não havia se manifestado sobre as cobranças feitas pelo município.

