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Tirzepatida atua em hormônios intestinais que controlam fome e glicose, explica médico

A tirzepatida tem ganhado destaque no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 por atuar diretamente em mecanismos hormonais ligados ao metabolismo e ao controle do apetite. De acordo com o médico Everaldo Ferreira de Souza, da Kacoal Clínica Médica, o medicamento age em diferentes sistemas do organismo, promovendo melhora no controle da glicose e auxiliando na redução de peso.

A tirzepatida tem ganhado destaque no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 por atuar diretamente em mecanismos hormonais ligados ao metabolismo e ao controle do apetite. De acordo com o médico Everaldo Ferreira de Souza, da Kacoal Clínica Médica, o medicamento age em diferentes sistemas do organismo, promovendo melhora no controle da glicose e auxiliando na redução de peso.

Segundo o especialista, a tirzepatida é considerada uma medicação inovadora porque atua simultaneamente em dois hormônios naturais do organismo: o GLP-1 e o GIP, conhecidos como hormônios incretinas. Eles são liberados pelo intestino após a alimentação e ajudam a regular a produção de insulina e a sensação de saciedade.

“Esses hormônios sinalizam ao pâncreas que é hora de liberar insulina e ao cérebro que o corpo já está satisfeito. A tirzepatida imita e potencializa esse processo natural, ajudando o organismo a controlar melhor o açúcar no sangue e a fome”, explica o médico.

Entre os principais efeitos da medicação no organismo estão o aumento da secreção de insulina quando há glicose circulante, a redução do hormônio glucagon, responsável por elevar o açúcar no sangue, e a melhora da sensibilidade do corpo à insulina. Esses mecanismos contribuem para o controle do diabetes e para a redução do acúmulo de gordura.

Outro efeito importante ocorre no sistema digestivo. A tirzepatida retarda o esvaziamento do estômago, fazendo com que os alimentos permaneçam mais tempo no órgão, o que prolonga a sensação de saciedade e diminui a ingestão de calorias ao longo do dia.

De acordo com Everaldo Ferreira de Souza, a combinação desses mecanismos explica por que o medicamento tem apresentado bons resultados em pacientes com obesidade e doenças metabólicas, quando utilizado com acompanhamento médico e associado a mudanças no estilo de vida.

“O medicamento não é uma solução isolada. Ele funciona melhor quando o paciente também adota hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e prática de atividade física”, ressalta o médico.

A tirzepatida é aplicada por meio de injeção subcutânea, geralmente uma vez por semana, e seu uso deve ser sempre prescrito e acompanhado por profissional de saúde, já que cada paciente possui indicações e necessidades específicas.

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