A Secretaria de Estado da Educação (Seduc), por meio da Superintendência Regional de Educação de Vilhena, iniciou no dia 16 de junho a aplicação dos testes de aceitabilidade da alimentação escolar. A ação, que segue cronograma ativo até o dia 26 de junho de 2026, abrange as unidades da rede pública estadual de ensino. O objetivo é mensurar a aprovação dos cardápios fornecidos aos alunos.
Os procedimentos técnicos cumprem as diretrizes obrigatórias do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os dados coletados servem de base para que as equipes de nutrição monitorem a qualidade dos insumos entregues. O processo avaliativo também identifica hábitos alimentares regionais, permitindo a formulação de dietas mais equilibradas para o cotidiano escolar.
As inspeções nas cozinhas e refeitórios são coordenadas por profissionais integrados às 18 Superintendências Regionais de Educação. De acordo com a nutricionista da Seduc, Aucinete Sena, os testes seguem parâmetros padronizados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A principal ferramenta utilizada com as crianças e jovens é a escala hedônica.
Os resultados obtidos fornecem subsídios técnicos para o aperfeiçoamento do Programa de Alimentação Escolar
O método consiste em colher cartões ou registros diretos onde os estudantes apontam o grau de satisfação com a merenda consumida. Além disso, as equipes realizam o cálculo do índice de resto-ingestão. Esse indicador quantifica a relação entre o volume de alimento distribuído e a quantidade rejeitada que vai para o lixo, medindo com precisão a eficiência das porções.
A gestão eficiente dos recursos da merenda escolar impede perdas financeiras e assegura o aporte calórico necessário para o rendimento intelectual. A rastreabilidade das informações via sistemas digitais do Estado confere transparência e celeridade na substituição de itens de baixa aceitação popular.
A gerente de Programas de Alimentação Escolar da Seduc, Elisangela Moreira, detalhou que os diagnósticos orientam treinamentos específicos para os agentes de alimentação. Caso seja detectada rejeição a um prato, os cozinheiros passam por reciclagem no modo de preparo. Todo o histórico das vistorias é inserido no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) para fins de fiscalização.
O secretário da Seduc, Massud Badra, pontuou que os testes geram subsídios valiosos para que os técnicos promovam ações de educação nutricional nas salas de aula. Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, garantir uma alimentação adequada e bem-aceita é um pilar indispensável para o desenvolvimento social e cognitivo de toda a rede de ensino.
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Fonte: News Rondônia