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Tesouro Nacional realiza maior intervenção no mercado de títulos em mais de uma década

O Tesouro Nacional executou na terça-feira (17) uma ofensiva agressiva no mercado financeiro para frear a disparada dos juros futuros. Com a recompra de R$ 16,12 bilhões em papéis prefixados e atrelados à inflação apenas hoje, o volume total da intervenção chegou a R$ 43,6 bilhões em 48 horas. A magnitude da operação supera, em termos nominais, as ações emergenciais tomadas durante o auge da pandemia de Covid-19 em 2020 e outros episódios de estresse histórico, como a greve dos caminhoneiros de 2018.
A estratégia busca estabilizar a curva de juros, que serve como referência para as expectativas da Taxa Selic e para o custo do crédito no país. A pressão recente sobre as taxas é alimentada por uma “tempestade perfeita”: no cenário externo, o agravamento do conflito no Irã impulsiona o preço do petróleo e o risco inflacionário; no cenário interno, rumores de uma nova paralisação de caminhoneiros elevam o temor de desabastecimento e pressão fiscal.
Intervenção em semana de Copom
A atuação do Tesouro chama a atenção por ocorrer simultaneamente à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a Selic nesta quarta-feira. Tradicionalmente, o órgão evita movimentações bruscas nesse período para não interferir na percepção da política monetária do Banco Central. No entanto, a gravidade das disfunções no mercado de títulos forçou uma postura antecipada para evitar um colapso na liquidez.
Reações do Mercado
Apesar do volume bilionário injetado pelo Tesouro, o clima no fechamento do mercado permaneceu tenso. A taxa de juros para janeiro de 2027 encerrou em alta, atingindo 14,13% ao ano, refletindo a incerteza dos investidores. O mercado agora se divide: após o início dos conflitos no Oriente Médio, a aposta de um corte de 0,5 ponto na Selic perdeu força, e a maioria dos analistas trabalha com uma redução mais cautelosa, de 0,25 ponto percentual.
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Fonte: News Rondônia

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