O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiu para 589, segundo balanço oficial divulgado nesta sexta-feira (26) pela presidente do país, Delcy Rodríguez. Além das mortes confirmadas, o governo informou que mais de 2,9 mil pessoas ficaram feridas.
Os abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram principalmente o estado de La Guaira, onde diversos edifícios desabaram e bairros inteiros sofreram graves danos estruturais.
Durante o pronunciamento, Delcy Rodríguez destacou que as equipes de emergência continuam localizando sobreviventes.
“Também resgatamos dezenas de pessoas com vida, o que nos alegra, pois elas podem se reunir com suas famílias e entes queridos”, afirmou.
Estado de La Guaira é declarado zona de desastre
Em razão da dimensão dos danos, o governo venezuelano decretou La Guaira como zona de desastre natural.
Segundo a presidente, a medida permitirá ampliar as ações emergenciais de assistência à população e acelerar a resposta das autoridades diante da destruição provocada pelos terremotos.
O governo também informou que, desde os tremores principais, foram registradas 214 réplicas, fenômeno considerado comum após grandes terremotos, mas que mantém o risco para moradores e equipes de resgate.
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Número de desaparecidos preocupa autoridades
Embora o balanço oficial registre 589 mortes, a quantidade de vítimas ainda pode aumentar.
O portal Desaparecidos Terremoto Venezuela, criado por integrantes da sociedade civil para reunir informações sobre vítimas, estima que mais de 40 mil pessoas permanecem desaparecidas.
As equipes de busca continuam atuando em áreas de difícil acesso e entre os escombros de prédios que desabaram.
USGS estima grande impacto econômico
Projeções divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) indicam que o desastre poderá causar dezenas de milhares de vítimas e provocar perdas econômicas equivalentes entre 1% e 7% do Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano.
Os estudos consideram a intensidade dos abalos, a densidade populacional das áreas atingidas e os danos observados na infraestrutura.
Brasil envia missão humanitária
Como parte da cooperação internacional, o Brasil iniciou nesta sexta-feira (26) uma missão humanitária para apoiar as operações na Venezuela.
Uma aeronave KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), decolou transportando uma equipe especializada em Busca e Resgate Urbano de nível pesado.
Segundo a FAB, a missão reúne profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O objetivo é reforçar os trabalhos de localização de sobreviventes e prestar apoio técnico às equipes venezuelanas.
Cooperação internacional busca acelerar os resgates
Com centenas de edifícios danificados e milhares de pessoas afetadas, a chegada de equipes estrangeiras é considerada estratégica para ampliar a capacidade de resposta às vítimas.
As operações de busca seguem concentradas nas áreas mais atingidas, enquanto o governo venezuelano coordena ações de assistência humanitária, atendimento médico e distribuição de suprimentos.
Perguntas frequentes (FAQ)
Quantas pessoas morreram nos terremotos da Venezuela?
Segundo o governo venezuelano, o número oficial chegou a 589 mortos.
Quantas pessoas ficaram feridas?
O balanço oficial aponta mais de 2,9 mil feridos.
Onde os terremotos causaram mais destruição?
O estado de La Guaira foi a região mais afetada pelos abalos sísmicos.
O Brasil enviou ajuda?
Sim. A Força Aérea Brasileira enviou uma aeronave KC-390 Millennium com uma equipe especializada em busca e resgate urbano.
Ainda há desaparecidos?
Sim. Um portal criado pela sociedade civil estima que mais de 40 mil pessoas permanecem desaparecidas, embora esse número não faça parte do balanço oficial.
Com informações de Lucas Pordeus León – Repórter da Agência Brasil
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Fonte: News Rondônia