O monitoramento global de embarcações revelou, nesta sexta-feira (10), que o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz permanece restrito e majoritariamente limitado a embarcações ligadas ao Irã. De acordo com plataformas como Kpler e Lloyd’s List Intelligence, três navios-tanque e quatro graneleiros iranianos deixaram as águas territoriais do país no último dia. Apesar do cessar-fogo de duas semanas firmado entre Teerã e Washington, o setor de navegação internacional mantém cautela, com diversas empresas adiando viagens devido à incerteza sobre a segurança na rota.
O acordo de trégua interrompeu os ataques aéreos diretos entre Estados Unidos, Israel e Irã, mas não foi suficiente para normalizar o fornecimento global de energia ou cessar os conflitos paralelos. Nas últimas horas, Israel e o grupo Hezbollah trocaram disparos no Líbano, o que gerou uma nova onda de acusações mútuas. Enquanto o Irã classifica as ações israelenses como quebra do acordo, os EUA e Israel sustentam que o território libanês não está coberto pelos termos da trégua atual, embora negociações separadas com o governo libanês tenham sido sinalizadas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, utilizou as redes sociais para criticar a gestão iraniana sobre a passagem de petróleo pelo Estreito, afirmando que a situação atual descumpre o que foi pactuado. Em suas publicações, Trump assegurou que o fluxo de combustível será restabelecido em breve, sem detalhar quais medidas seriam adotadas para garantir a reabertura da via. O bloqueio em Ormuz é considerado a maior interrupção da história no mercado de energia, afetando preços e estoques em todo o mundo.
Apesar das hostilidades recentes, os preparativos para as primeiras conversações de paz entre as delegações dos EUA e do Irã seguem confirmados para este sábado, em Islamabad. A capital do Paquistão está sob bloqueio total e segurança máxima, com um perímetro de exclusão de 3 quilômetros em torno da zona das negociações. A comitiva americana será liderada pelo vice-presidente JD Vance, enquanto a representação iraniana terá à frente o presidente do Parlamento, Mohammad Baqer Qalibaf, sob escolta da força aérea paquistanesa.
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Fonte: News Rondônia