Autoridades de saúde confirmaram novos casos de hantavírus entre passageiros retirados do navio de cruzeiro MV Hondius, alvo de um surto que mobiliza organismos internacionais de saúde e governos europeus.
Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, duas pessoas testaram positivo para o vírus após deixarem a embarcação, que permanece ancorada próximo à ilha espanhola de Tenerife, no Oceano Atlântico.
Entre os infectados está um passageiro francês, cuja condição clínica apresentou piora nas últimas horas, conforme informou a ministra da Saúde da França, Stephanie Rist.
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos também confirmou que um dos 17 norte-americanos repatriados apresentou resultado levemente positivo para a cepa Andes do hantavírus. Outro passageiro segue sob observação após apresentar sintomas leves.
As autoridades espanholas coordenam nesta segunda-feira a retirada dos últimos 24 passageiros que ainda permaneciam a bordo do cruzeiro. A operação encerra uma complexa ação internacional iniciada após a confirmação do primeiro caso da doença no navio.
Até o momento, cerca de 94 pessoas já foram retiradas e repatriadas para seus países de origem. O surto começou durante a viagem do MV Hondius, que havia partido do sul da Argentina há 41 dias.
Desde o início da crise sanitária, três mortes foram confirmadas: um casal holandês e um cidadão alemão.
O navio seguia viagem em direção às Ilhas Canárias após deixar a costa de Cabo Verde quando as autoridades sanitárias internacionais passaram a acompanhar a situação. A Espanha assumiu a coordenação da operação após pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da União Europeia.
A OMS recomendou quarentena de 42 dias para todos os passageiros da embarcação a partir deste domingo. A medida busca evitar a propagação do vírus e permitir o monitoramento de possíveis novos casos.
O hantavírus é uma infecção viral rara, mas potencialmente grave, transmitida principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Em alguns casos, a doença pode evoluir rapidamente para complicações respiratórias severas.
A cepa Andes, identificada em parte dos passageiros, preocupa autoridades de saúde porque há registros raros de transmissão entre humanos, diferentemente da maioria das variantes do hantavírus.
O caso do MV Hondius já é considerado uma das maiores operações sanitárias internacionais envolvendo um cruzeiro desde os surtos globais registrados na década passada, mobilizando equipes médicas, governos e organismos internacionais de saúde pública.
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Fonte: News Rondônia