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STF valida penduricalhos que elevam salários do Judiciário a R$ 78,8 mil

O Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na noite desta quarta-feira (25), o julgamento que define novos limites para o pagamento de benefícios extras, conhecidos como “penduricalhos”, a magistrados e membros do Ministério Público. A Corte estabeleceu que as verbas indenizatórias e gratificações somadas podem atingir até 70% acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil. Com isso, a remuneração bruta de ministros, juízes e procuradores em final de carreira poderá chegar ao montante de R$ 78,8 mil mensais.
A engenharia financeira aprovada pelo STF divide os extras em duas categorias principais, cada uma limitada a 35% do teto. A primeira refere-se às verbas indenizatórias comuns (como auxílios diversos), que agora não podem ultrapassar R$ 16,2 mil. A segunda categoria valida o Adicional por Tempo de Serviço (ATS), também limitado a 35%, que premia a antiguidade na carreira. As novas regras passam a valer imediatamente na folha de pagamento do mês de abril, impactando tribunais e unidades do MP em todo o país.
Economia bilionária e regramento do teto
Apesar de permitir valores que superam o teto nominal da administração pública, o STF defende que a imposição de limites claros trará maior previsibilidade e controle aos gastos públicos. Estimativas da própria Corte indicam que a padronização e o corte de excessos que ocorriam em diversos tribunais estaduais devem gerar uma economia de R$ 7,3 bilhões por ano aos cofres da União e dos Estados. A decisão busca encerrar anos de disputas jurídicas sobre quais verbas deveriam ou não ser submetidas ao “abate-teto”.
O julgamento foi acompanhado de perto por órgãos de fiscalização e pelo Ministério da Fazenda, que monitoram o impacto das decisões do Judiciário no equilíbrio das contas públicas. Representantes de associações de classe argumentam que as verbas indenizatórias são fundamentais para manter a atratividade das carreiras jurídicas e compensar perdas inflacionárias. No entanto, críticos da medida apontam que a criação de exceções ao teto constitucional amplia o abismo salarial entre a elite do funcionalismo e o restante da população brasileira.
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Fonte: News Rondônia

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