O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta quinta-feira (26), ao julgamento que definirá o futuro da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os ministros analisam a manutenção da liminar concedida pelo relator André Mendonça, que determinou um prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), oficialize a prorrogação dos trabalhos. O impasse jurídico ocorre às vésperas do prazo de encerramento da comissão, previsto para este sábado (28), caso o plenário opte por derrubar a determinação monocrática.
A disputa chegou ao STF após um pedido do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que acusou a Mesa Diretora do Senado de omissão por não processar o requerimento de continuidade das investigações. Segundo o parlamentar, o pedido preenche todos os requisitos legais necessários. A comissão, instalada em agosto do ano passado, concentra seus esforços na apuração de descontos indevidos em benefícios previdenciários e na concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas em todo o país.
Investigação sobre o Banco Master e vazamento de dados
Nas últimas semanas, o foco da CPMI se expandiu para investigar supostas ligações do Banco Master com esquemas de fraudes em empréstimos. No entanto, o colegiado passou a enfrentar críticas e acusações após o vazamento de conversas pessoais de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira. Os dados sigilosos haviam sido obtidos em celulares apreendidos pela Polícia Federal e compartilhados com os parlamentares mediante autorização do próprio ministro André Mendonça, gerando novos desdobramentos jurídicos.
O desfecho do julgamento no STF é aguardado com expectativa tanto pelo setor financeiro quanto pelos órgãos de defesa dos aposentados. Se a prorrogação for confirmada, a comissão terá mais tempo para aprofundar as quebras de sigilo e convocar novos depoimentos sobre a movimentação de capitais de origem suspeita. Caso contrário, o relatório final precisará ser apresentado às pressas, o que poderia comprometer o detalhamento das irregularidades apontadas até o momento na gestão dos benefícios do INSS.
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Fonte: News Rondônia