O socorrista de 46 anos envolvido em uma polêmica familiar em Vilhena procurou a imprensa, por meio de sua advogada, para rebater acusações feitas pela ex-esposa de que teria abandonado os dois filhos do casal, de 5 e 12 anos.
Segundo a defesa, o homem apresentou um boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil de Rondônia relatando detalhes sobre uma crise convulsiva sofrida pelo filho mais novo durante uma viagem realizada sem o conhecimento dele.
De acordo com o documento, as crianças teriam viajado no dia 15 de maio para a casa dos avós maternos, em São Felipe d’Oeste, na Zona da Mata, sem que o pai fosse informado.
Ainda conforme o relato, no último dia 19, durante o retorno para Vilhena em um caminhão conduzido por dois homens que não pertencem à família, o menino passou mal e sofreu uma crise convulsiva que teria durado mais de uma hora até a chegada ao distrito do Guaporé.
O pai afirmou que tomou conhecimento da situação por meio de um comunicado da concessionária Nova 364, empresa onde trabalha.
“Eu não sabia que eles estavam em outro local tão distante e sem a presença da mãe”, relatou o socorrista no boletim apresentado pela defesa.
Segundo a versão apresentada, a mãe informou posteriormente que a criança havia sido encaminhada para atendimento médico em Chupinguaia. O Conselho Tutelar teria sido acionado porque as crianças estavam sem documentos e desacompanhadas de familiares.
A advogada também contestou a acusação de abandono feita pela ex-esposa. Segundo ela, os filhos permaneceram na residência da avó paterna, localizada ao lado de seu escritório, mantendo contato constante com o pai por chamadas de vídeo até a chegada da mãe.
A defesa afirmou ainda que a mulher levou as crianças até a casa do pai acompanhada pela polícia, mesmo sabendo da existência de um mandado de prisão contra ele, situação que poderia resultar em prisão diante dos próprios filhos.
Em relação à pensão alimentícia, a advogada declarou que os valores foram quitados com juros e correção monetária. Ela também alegou que propostas anteriores de acordo teriam sido recusadas pela mãe das crianças.
Outro ponto citado pela defesa envolve o quadro de saúde do menino. Segundo o relato, ambos os pais já tinham conhecimento das crises convulsivas enfrentadas pela criança, que não teria tomado a medicação melatonina transportada em sua mochila durante a viagem.
O caso segue cercado de versões divergentes e poderá ser analisado pelas autoridades competentes.
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Fonte: News Rondônia