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Setor produtivo é fundamental para frear violência de gênero, afirma MDIC

As empresas brasileiras possuem um papel estratégico no enfrentamento à violência contra mulheres, devendo agir em três frentes principais: prevenção, intervenção e acolhimento. A avaliação foi apresentada nesta terça-feira, 31 de março, pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Rosa, durante evento no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro. O secretário destacou que a omissão institucional diante do assédio e da violência configura uma falha ética grave das corporações.
O debate ocorre em um cenário alarmante: dados do Relatório Anual de Feminicídios de 2025 indicam que seis mulheres são mortas por dia no Brasil, com mais de 2,1 mil vítimas no último ano. Rosa defendeu que as empresas devem estender suas políticas de proteção para além de suas fronteiras, cobrando práticas semelhantes de toda a sua cadeia de fornecedores. Para ele, a mudança cultural só será efetiva quando as mulheres forem protagonistas na construção dessas políticas internas, com apoio direto da alta gestão.
Durante o encontro, a empresária Luiza Trajano compartilhou a experiência do “Canal Mulher”, do Magazine Luiza, que oferece suporte jurídico e psicológico a funcionárias. A iniciativa inclui um botão de denúncia no aplicativo da empresa que aciona diretamente o número 180. Outras lideranças, como Wania Sant’Anna, do Pacto de Promoção da Equidade Racial, sugeriram que as empresas utilizem seus próprios canais de comunicação com o público como bombas de combustível ou anúncios em aviões e trens para estampar mensagens de conscientização e combate à misoginia.
O evento também contou com a participação da primeira-dama, Janja Lula da Silva, que alertou para a escalada da violência no ambiente digital e a proliferação de discursos misóginos. Representando a mídia pública, o diretor-presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Andre Basbaum, e a diretora de conteúdo, Antonia Pellegrino, reforçaram o compromisso da comunicação estatal na formação de um novo imaginário social. Segundo eles, o debate constante e a visibilidade de pautas femininas, como no futebol, são caminhos essenciais para transformar a realidade de violência no país.
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Fonte: News Rondônia

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