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Rondônia tem baixo risco de chuva, mas oeste segue em alerta

Rondônia deve apresentar baixa probabilidade de chuva intensa nas próximas 24 horas, conforme o mapa de Probabilidade de Chuva Intensa divulgado pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC/INPE). A previsão, válida entre 12h UTC desta sexta-feira (10) e 12h UTC de sábado (11), mostra que a maior parte do estado permanece em condição de tempestades isoladas, enquanto o extremo oeste, na divisa com o Acre, concentra áreas classificadas em Nível 1 de severidade, indicando possibilidade de chuva forte localizada.
Segundo a análise meteorológica baseada nas imagens do satélite GOES-16, a nebulosidade mais organizada continua concentrada sobre o oeste da Amazônia, abrangendo áreas do Peru, Acre, sul do Amazonas e avançando sobre Rondônia. Essa configuração favorece a formação de núcleos convectivos capazes de provocar pancadas de chuva acompanhadas de descargas elétricas, rajadas de vento e elevados acumulados de precipitação em curto período, especialmente nos municípios próximos à fronteira acreana e ao Vale do Guaporé.
Apesar desse cenário, não há indicativos da atuação de sistemas meteorológicos de grande escala, como frentes frias ou linhas de instabilidade organizadas, capazes de provocar temporais generalizados sobre Rondônia. As precipitações previstas devem ocorrer de forma bastante irregular, concentradas em áreas isoladas e favorecidas pelo intenso aquecimento durante a tarde, aliado à umidade disponível na atmosfera.

Em Porto Velho, a tendência é de predomínio de calor, com aumento da nebulosidade ao longo do dia e possibilidade de pancadas rápidas e isoladas entre a tarde e a noite. A capital rondoniense permanece fora da faixa de maior severidade indicada pelo mapa, reduzindo significativamente o risco de temporais de grande intensidade. Ainda assim, não se descarta a ocorrência de trovoadas isoladas, típicas da transição entre o período seco e as condições locais de convecção.
Nas demais regiões do estado, o cenário continua característico do chamado inverno amazônico, marcado pelo predomínio de tempo firme durante boa parte do dia, baixos índices de umidade relativa do ar nas horas mais quentes e formação de nuvens de desenvolvimento vertical apenas em pontos específicos. No cone sul, na Zona da Mata e no centro-leste de Rondônia, a tendência é de maior presença de sol, com chuvas pouco frequentes e de curta duração.
As imagens em alta resolução do GOES-16 também evidenciam que a maior cobertura de nuvens permanece sobre o oeste da Amazônia e a Cordilheira dos Andes, enquanto áreas do Centro-Oeste e parte do Sudeste do Brasil seguem sob influência de uma massa de ar mais seco, limitando a formação de nuvens mais profundas. Esse padrão atmosférico contribui para que Rondônia permaneça em uma faixa de transição, onde o calor e a umidade ainda são suficientes para gerar instabilidades localizadas.
De acordo com o CPTEC/INPE, o monitoramento por satélite continuará sendo realizado em tempo real para acompanhar a evolução das áreas de instabilidade sobre a Amazônia Ocidental. Embora a probabilidade de eventos meteorológicos severos permaneça baixa no estado, a população deve ficar atenta às mudanças rápidas nas condições do tempo, sobretudo nos municípios do oeste e noroeste de Rondônia, onde pancadas de chuva podem ocorrer com intensidade moderada a forte, acompanhadas por raios, rajadas de vento e redução temporária da visibilidade.

 
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Fonte: News Rondônia

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