O Ministério Público de Rondônia (MPRO) obteve a condenação de sete acusados investigados na Operação Red Ignis, ação que desarticulou uma organização criminosa responsável por coordenar ataques contra a segurança pública e o patrimônio em diversos municípios do estado.
A sentença foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Porto Velho e reconheceu que os réus integravam uma facção criminosa, com incidência das causas de aumento previstas na Lei nº 12.850/2013, que trata das organizações criminosas.
A investigação foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Força-Tarefa Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/RO).
Investigação contou com integração das forças de segurança
A Operação Red Ignis foi realizada com apoio da Secretaria de Estado da Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), além de equipes especializadas das Polícias Civil e Militar.
Participaram da operação unidades como:
Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope);
Batalhão de Polícia Tático de Ações e Reações (BPTAR);
Batalhão de Choque;
Batalhões de Fronteira.
Segundo o MPRO, o trabalho conjunto entre os órgãos de inteligência foi fundamental para a obtenção das provas que embasaram a condenação.
Ataques ocorreram em janeiro de 2025
As investigações apuraram a atuação da organização criminosa durante uma série de ataques coordenados registrados em janeiro de 2025.
Na ocasião, foram praticados:
incêndios criminosos contra ônibus;
destruição de patrimônio público;
ameaças direcionadas a agentes de segurança pública.
Durante a instrução processual, o Ministério Público demonstrou que os investigados utilizavam grupos de mensagens instantâneas para compartilhar informações, transmitir ordens e fortalecer a atuação da facção criminosa.
Provas embasaram a condenação
Na sentença, o Judiciário destacou que os elementos reunidos durante a investigação demonstraram de forma consistente a participação dos condenados na estrutura criminosa.
Entre as provas consideradas estão:
relatórios técnicos;
extração de dados telemáticos autorizada judicialmente;
depoimentos de testemunhas;
demais provas produzidas durante a ação penal.
Penas variam de cinco a oito anos de prisão
As penas impostas aos sete condenados variam entre 5 anos e 4 meses e 8 anos, 3 meses e 16 dias de reclusão, conforme a participação individual de cada réu.
Os regimes iniciais definidos pela Justiça foram fechado e semiaberto.
Também foi mantida a prisão dos acusados que já estavam custodiados, sem autorização para recorrer em liberdade nos casos em que permaneceram os fundamentos da prisão preventiva.
MPRO reforça combate ao crime organizado
Após a condenação, o Ministério Público de Rondônia destacou que a decisão representa mais um resultado das ações integradas de combate às organizações criminosas que atuam no estado.
Segundo o órgão, a atuação conjunta entre instituições de investigação e segurança pública fortalece o enfrentamento ao crime organizado, contribui para a responsabilização dos envolvidos e reforça a proteção da ordem pública.
FAQ
O que foi a Operação Red Ignis?
Foi uma operação coordenada pelo MPRO, por meio do Gaeco, em conjunto com a Ficco/RO, para combater uma organização criminosa responsável por ataques em Rondônia.
Quantas pessoas foram condenadas?
Sete denunciados foram condenados pela Justiça.
Quais crimes foram investigados?
A investigação apurou a integração em organização criminosa responsável por coordenar incêndios, destruição de patrimônio público e ameaças contra agentes de segurança.
Quais foram as penas?
As condenações variam entre 5 anos e 4 meses e 8 anos, 3 meses e 16 dias de prisão.
Quem participou da operação?
Além do MPRO e da Ficco/RO, participaram a Sesdec, Polícia Civil, Polícia Militar, Bope, BPTAR, Batalhão de Choque e batalhões de fronteira.
Com informações do MPRO
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Fonte: News Rondônia