A Receita Federal recebeu um total de 44,39 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, estabelecendo um novo recorde e superando a expectativa inicial de 44 milhões de documentos. O resultado representa um crescimento de 2,4% em comparação aos 43,34 milhões de registros entregues dentro do prazo em 2025.
Digitalização e facilidade no preenchimento
O processo de declaração apresentou um avanço expressivo na digitalização, com destaque para a declaração pré-preenchida, que alcançou o maior nível de adesão da série histórica, sendo utilizada em 59,8% dos documentos enviados. Embora a ferramenta simplifique o preenchimento, o Fisco alerta que os contribuintes devem revisar todas as informações, uma vez que os dados são fornecidos por terceiros e estão sujeitos a erros.
Quanto aos canais de envio:
O Programa Gerador da Declaração (PGD), instalado em computadores, concentrou 78% das entregas.
O sistema Meu Imposto de Renda (MIR), via aplicativo e internet, foi responsável por 22% das transmissões, o maior percentual já registrado para a ferramenta.
Restituições e destinações sociais
Uma das mudanças significativas de 2026 foi a redução do calendário de restituições para quatro etapas, em vez das cinco tradicionais. O primeiro lote foi pago em 29 de maio, totalizando R$ 16 bilhões para quase 9 milhões de contribuintes — o maior valor já liberado pela Receita em uma única rodada. A expectativa é que, após o segundo lote (previsto para 30 de junho), 80% dos contribuintes aptos à restituição tenham recebido os valores, com o cronograma seguindo até agosto.
Além disso, as doações sociais feitas via declaração somaram R$ 419,6 milhões para os Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e para os Fundos da Pessoa Idosa. O montante supera os R$ 394,6 milhões do ano anterior, embora a Receita aponte um potencial de destinação muito maior, estimado em R$ 16,7 bilhões.
Alerta para atrasos
A Receita Federal reforça que quem perdeu o prazo deve realizar o envio imediatamente. O atraso resulta em multa mínima de R$ 165,74, podendo sofrer acréscimos, além do risco de o CPF ficar com o status de “pendente de regularização”, o que pode comprometer transações financeiras e a abertura de empresas.
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Fonte: News Rondônia