O PT projeta eleger até 90 deputados federais e 14 senadores nas eleições de outubro, além de reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e manter o comando dos quatro Estados hoje governados pela legenda: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte. As metas foram detalhadas pelo vice-presidente nacional do partido, deputado federal Jilmar Tatto, em entrevista à CNN Brasil.
Atualmente, o PT conta com 66 deputados e nove senadores, sem contar os parlamentares do PV e do PCdoB, partidos que formam federação com a legenda petista. Ainda assim, o PT já é hoje a segunda maior bancada da Câmara, atrás apenas do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, que projeta eleger até 115 deputados e 20 senadores nesta eleição.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
Segundo Tatto, o crescimento esperado das duas principais bancadas do Congresso está diretamente ligado à polarização entre Lula e Flávio na disputa presidencial. “Será uma eleição altamente polarizada. Não tem espaço para o centro. Isso vale tanto para a Presidência, para governadores, para deputados e senadores. Ou a pessoa vai votar no 13 ou no 22. E ambas as bancadas vão crescer, por causa dessa polarização entre Lula e Flávio”, afirmou o dirigente petista.
No campo estadual, o PT lançou 12 candidaturas próprias a governador neste ano, o mesmo número de 2022, e decidiu apoiar aliados em outros 14 Estados, formando um total de 26 palanques estaduais alinhados a Lula. A meta declarada pelo partido é preservar o domínio nos quatro Estados que já governa, apesar de pesquisas recentes apontarem cenário difícil em pelo menos dois deles. No Ceará, o governador Elmano de Freitas aparece atrás do candidato Ciro Gomes, e na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues disputa voto a voto com o candidato ACM Neto.
O dirigente do PT Alberto Cantalice, diretor de comunicação da Fundação Perseu Abramo, chegou a projetar, em entrevista à Revista Fórum, uma bancada ainda maior, de até 100 deputados, o que superaria o recorde histórico do partido, de 92 parlamentares eleitos em 2002. Segundo ele, a meta é alcançar a maior bancada da história da legenda na Câmara, somando ao menos 200 cadeiras à coligação que apoia Lula.
Para o Senado, o PT já mapeou 17 candidaturas em todo o país, distribuídas pelas cinco regiões brasileiras, incluindo nomes como os ex-governadores Jaques Wagner e Rui Costa, na Bahia, e a senadora Fátima Bezerra, no Rio Grande do Norte. Internamente, dirigentes do partido avaliam que o objetivo maior no Congresso é eleger entre 25 e 30 senadores do campo governista, patamar considerado necessário para garantir a governabilidade em um eventual novo mandato de Lula, incluindo a aprovação de indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Fonte: Conexão Política