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Previsão de déficit sobe para R$ 59,8 bilhões com inclusão de precatórios

O governo federal revisou a estimativa do déficit primário total para 2026, que saltou de R$ 29,5 bilhões para R$ 59,8 bilhões. Os dados constam no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas divulgado nesta terça-feira (24). O aumento reflete a pressão dos gastos obrigatórios e a inclusão dos precatórios dívidas judiciais que, por decisão do STF, permanecem fora da meta fiscal até o fim deste ano. Apesar do número nominal negativo, a equipe econômica projeta um superávit de R$ 3,5 bilhões quando aplicados os filtros e exceções previstos nas regras do arcabouço fiscal.
Essa dualidade nos números permitiu que os ministérios da Fazenda e do Planejamento evitassem o contingenciamento de verbas, optando apenas por um bloqueio preventivo de R$ 1,6 bilhão para respeitar o limite de crescimento de despesas. O cenário atual é sustentado pela valorização do petróleo no mercado internacional, que injetou R$ 16,7 bilhões extras em royalties nos cofres da União, compensando parcialmente a queda na arrecadação de impostos como o PIS/Cofins e o Imposto de Importação, este último afetado pela desvalorização do dólar.
Prensagem de Gastos e Receitas em Queda
O relatório aponta um crescimento de R$ 23,3 bilhões nas despesas totais em relação ao Orçamento aprovado. Entre os principais vilões do equilíbrio fiscal estão os créditos extraordinários, que subiram R$ 15,9 bilhões, além do aumento na demanda por benefícios previdenciários e pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC). No lado das receitas, a queda líquida de R$ 13,7 bilhões liga o sinal de alerta, sendo amortecida apenas pela “janela de oportunidade” aberta pela crise energética no Oriente Médio, que elevou o preço da commodity produzida no Brasil.
O impacto do déficit total de R$ 59,8 bilhões é sentido diretamente no endividamento público, já que o governo precisa emitir mais títulos para cobrir as obrigações que ficam fora da meta principal. A estratégia de manter certas despesas com saúde, educação e defesa fora do arcabouço permite a manutenção de investimentos essenciais, mas exige um controle rigoroso sobre os gastos discricionários. O detalhamento dos cortes por cada ministério será publicado oficialmente no próximo dia 31, definindo os rumos da execução financeira para o próximo bimestre.
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Fonte: News Rondônia

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