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Pressão econômica e risco eleitoral forçam novo recuo de Trump contra o Irã

O cenário de tensão no Oriente Médio impôs uma nova derrota diplomática e estratégica ao governo de Donald Trump nesta sexta-feira (27). Pela segunda vez em menos de sete dias, o presidente dos Estados Unidos recuou de ameaças de ataque à infraestrutura energética do Irã. A mudança de postura ocorre em um momento de instabilidade econômica global, com as bolsas de Wall Street operando em níveis mínimos e o receio de que o barril de petróleo ultrapasse a marca histórica de US$ 150, caso a capacidade produtiva iraniana seja destruída ou o Estreito de Ormuz seja totalmente bloqueado.
De acordo com o professor Pedro Paulo Zaluth Bastos, da Unicamp, as ameaças de Trump têm se mostrado vazias diante da possibilidade real de retaliação iraniana no Golfo Pérsico. O impacto de uma nova escalada não se limitaria ao setor de energia, mas destruiria a popularidade do presidente entre eleitores independentes e até mesmo dentro do Partido Republicano. O custo do combustível nas bombas dos EUA, movido por um mercado que não amortece preços internos, surge como o principal inimigo eleitoral de Trump a poucos meses das eleições legislativas de novembro.
Ameaça de colapso nos setores de fertilizantes e tecnologia
Para além do petróleo, analistas alertam para efeitos em cascata que podem superar a crise financeira de 2008. O gás proveniente do Oriente Médio é insumo básico para a fabricação de fertilizantes essenciais para a segurança alimentar mundial e para a produção de chips e semicondutores em Taiwan. A gigante TSMC, responsável pela maior parte da produção global de componentes eletrônicos, já enfrenta estoques críticos de gases nobres, o que pode paralisar fábricas de carros e celulares em todo o mundo.
O economista Marco Fernandes, do Conselho Popular do Brics, destaca que o prolongamento da guerra expõe a incapacidade industrial dos EUA em manter um conflito de longo prazo. Estima-se que 25% dos estoques do sistema antimísseis THAAD já tenham sido consumidos. Sem uma defesa eficiente contra os mísseis iranianos e com o risco de fechamento do estreito Bab al-Mandeb pelos aliados do Irã no Iêmen, o cenário vislumbrado é de isolamento dos ativos estadunidenses na região e um choque inflacionário sem precedentes na economia global.
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Fonte: News Rondônia

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