A capital venezuelana, Caracas, foi palco nesta sexta-feira (13) da primeira reunião presencial de alto escalão entre Venezuela e Colômbia desde a destituição de Nicolás Maduro em janeiro. A presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, reuniu-se com ministros das Relações Exteriores e da Defesa colombianos para discutir acordos estratégicos em segurança, comércio e, principalmente, cooperação energética.
Embora o encontro bilateral estivesse previsto para ocorrer diretamente com o presidente Gustavo Petro, a agenda foi modificada para o nível ministerial devido a motivos de “força maior”. Durante os pronunciamentos, Rodríguez enfatizou que a integração econômica entre as duas nações é vital para a estabilidade regional e apelou ao governo de Donald Trump pela suspensão total das sanções impostas ao país.
Rodríguez argumentou que as medidas coercitivas unilaterais aplicadas por Washington não atingem apenas o governo, mas geram impactos sociais e econômicos em toda a América Latina. O movimento diplomático ocorre em um momento em que a presidente interina busca legitimar sua gestão e atrair investimentos estrangeiros para os setores de mineração e petróleo.
Reaproximação com Washington e flexibilização
A gestão de Delcy Rodríguez tem sido marcada por uma mudança de tom em relação aos Estados Unidos. Desde a captura de Maduro por forças norte-americanas, a presidente interina tem mantido canais abertos com autoridades de Washington e recebido potenciais investidores em Caracas, contando com elogios públicos de Donald Trump em diversas ocasiões.
Como reflexo dessa nova fase diplomática, o governo dos EUA anunciou avanços significativos:
Isenções Energéticas: Ampliação das licenças para facilitar investimentos no setor de petróleo e gás.
Fertilizantes: Autorização para a retomada das exportações venezuelanas de fertilizantes.
Relações Diplomáticas: Restabelecimento formal dos laços entre os dois países, encerrando anos de rompimento.
Foco na estabilização econômica
A estratégia de Rodríguez foca na recuperação da capacidade produtiva da Venezuela, utilizando a retórica de Simón Bolívar para promover a união sul-americana. A colaboração com a Colômbia é vista como essencial para o controle das fronteiras e para o escoamento de produtos, enquanto o país tenta superar décadas de isolamento e crise humanitária sob o novo regime interino.
Apesar das sinalizações positivas de Washington, o pedido de suspensão total das sanções permanece como o principal desafio da política externa venezuelana, sendo condicionado pela Casa Branca ao avanço de reformas políticas e à estabilização interna do país caribenho.
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Fonte: News Rondônia

