O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026, que a filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Partido Liberal seja restabelecida. O parlamentar é o pré-candidato da legenda à Presidência da República e enfrentava impedimentos para formalizar o registro da candidatura no sistema da Corte devido a um cadastro anterior na legenda Missão, o que motivou mobilização da equipe jurídica antes do encerramento do prazo legal, marcado para o próximo sábado, 15 de agosto.
A medida judicial foi adotada após o PL protocolar um pedido formal de desfiliação do partido Missão, enquanto o caso segue sob investigação rigorosa do tribunal. Mais cedo, Flávio Bolsonaro classificou a inclusão de seu nome na outra sigla como um ato fraudulento. Em nota oficial, o TSE refutou a hipótese de invasão cibernética em seus servidores, esclarecendo que o ocorrido decorreu do uso indevido das credenciais digitais da própria legenda Missão por um usuário autorizado.
Liberação para registro da candidatura
Com a decisão liminar do presidente do TSE, o Partido Liberal fica habilitado a prosseguir com os trâmites eletrônicos necessários para o lançamento oficial da candidatura presidencial dentro do cronograma estipulado pela Justiça Eleitoral.
O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações.
As apurações internas conduzidas pela Corte Eleitoral continuam em andamento para identificar as responsabilidades sobre o uso irregular das chaves de acesso no sistema partidário.
Perguntas Frequentes
Qual foi a determinação do presidente do TSE em relação a Flávio Bolsonaro?
O ministro Nunes Marques ordenou o restabelecimento da filiação do senador ao PL para permitir o registro de sua pré-candidatura presidencial.
Qual era o obstáculo enfrentado pela equipe de campanha no sistema da Corte?
O sistema apontava uma filiação ao partido Missão, impedindo o avanço dos trâmites eleitorais do PL até o pedido de desfiliação.
O tribunal confirmou a ocorrência de invasão hacker em sua base de dados?
Não. O TSE negou falha de segurança cibernética e atribuiu o registro a um uso indevido das credenciais eletrônicas da própria legenda Missão.
Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil
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Fonte: News Rondônia