Os Correios registraram um prejuízo líquido de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado 82,3% maior do que o prejuízo de R$ 1,72 bilhão observado no mesmo período de 2025. O desempenho negativo ocorre após a estatal acumular um prejuízo recorde de R$ 8,5 bilhões no ano passado.
Principais fatores do resultado
O balanço da companhia aponta que o prejuízo foi impulsionado por uma combinação de queda nas receitas, aumento das despesas financeiras e revisão de provisões judiciais. Entre os impactos, destacam-se:
Provisões judiciais: O reconhecimento de R$ 1,06 bilhão para cobrir possíveis perdas em processos trabalhistas, conforme orientação de órgãos como TCU e CGU. O valor total reservado para contingências subiu para R$ 4,66 bilhões em março.
Despesas financeiras: O valor saltou de R$ 283 milhões no primeiro trimestre de 2025 para R$ 985 milhões este ano, refletindo empréstimos contratados para financiar a recuperação.
Indenizações: O montante pago a clientes por atrasos nas entregas subiu de R$ 2 milhões em março de 2025 para R$ 30,5 milhões em março de 2026, um crescimento de mais de 15 vezes decorrente de problemas operacionais pós-greve.
Queda de receita e cortes de custos
A receita bruta da estatal recuou 2,2%, somando R$ 4,04 bilhões, pressionada pelo setor de postagens internacionais (-60,3%) e encomendas (-5,5%). Em contrapartida, a empresa obteve reduções em gastos operacionais:
Custos de produtos e serviços: Redução de 7,6%, caindo para R$ 3,7 bilhões.
Despesas com pessoal: Queda de 4,1%, para R$ 2,7 bilhões, com auxílio do Programa de Demissão Voluntária (PDV) de 2024.
Plano de reestruturação
Sob a gestão de Emmanoel Rondon, presidente da estatal desde setembro de 2025, os Correios executam um plano de reestruturação que envolve a venda de imóveis, revisão de contratos, cortes de despesas administrativas e modernização tecnológica. A empresa também conta com um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União para regularizar passivos. A meta da companhia é concluir a reestruturação e voltar a apresentar resultados positivos a partir de 2027.
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Fonte: News Rondônia